O lado contrário de ingerir pouco SAL

Por: Kalia Kelmenson

Se você foi diagnosticado com hipertensão arterial, provavelmente o seu médico lhe disse para diminuir a ingestão de sal. A ciência recente está mostrando que esta recomendação pode ser contraditória para os pacientes.

O sal foi virou o vilão por ter causado hipertensão arterial. James DiNicolantonio, Doutor em Farmácia e Cientista de Pesquisa Cardiovascular, e autor de The Salt Fix, argumenta que a nossa obsessão com a redução da ingestão de sal como meio de administrar a pressão arterial é baseada em ciência fraca. Ele afirma que existe uma grande variedade na sensibilidade das pessoas ao sal, e isso precisa ser levado em consideração. Ele também mostra que há sérios perigos para a saúde associados à limitação da ingestão de sal, da forma como estivemos fazendo.

O primeiro perigo que DiNicolantonio descreve é uma fome interna. Quando a ingestão de sal é restrita, o corpo compensa criando mudanças hormonais projetadas para manter o sal que tem. Essencialmente, ele entra em modo pânico. Uma vez que o sal é um nutriente exigido pelo corpo, ele fará grandes alterações para manter os níveis internos, o que incluem "resistência à insulina, um aumento nos desejos por açúcar, um apetite fora do controle e o que foi apelidado de "fome interna". Assim, você pode estar ganhando peso, enquanto que internamente suas células não estão funcionando corretamente, enviando sinais que você não está recebendo nutrientes suficientes, fazendo com que você esteja com fome o tempo todo.

O segundo perigo de uma dieta com pouco sal é o que poderia definir-se para o vício em açúcar. O corpo requer sal. Possui um "equilíbrio interno de fluido-sal-eletrolítico" que é monitorado e ajustado automaticamente com eficácia pelo nosso corpo. Se esse equilíbrio for alterado, você anseia por sal. A cafeína faz com que você libere sal do corpo, assim como o exercício vigoroso.

Curiosamente, se o nosso sistema estiver com níveis muito baixos de sal, o sal começa a ter um sabor melhor. Nos tornamos sensibilizados para isso. Os sistemas de recompensa no nosso cérebro realmente mudam para que possamos ter mais prazer com o sal. DiNicolantonio descreve um achado chocante: "Essas modificações se assemelham às mudanças que ocorrem em pessoas que se tornaram viciadas em drogas de abuso, e essa sensibilização pode ser sequestrada por outras substâncias de abuso". Em outras palavras, quando a ingestão de sal é muito baixa, nós nos tornamos mais suscetíveis a vícios.

Ele descreve que a nossa obsessão na redução da ingestão de sal pode ser o que nos deixou tão viciados em açúcar. O açúcar não é uma exigência do organismo para sobreviver. Os desejos de açúcar, como mostra DiNicolantonio, são baseados puramente em "desejos psicológicos" e "desejos fisiológicos", ambos derivados de uma estrutura de dependência e não de uma necessidade fisiológica.

Embora ele reconheça que existam certas condições que requerem o acompanhamento médico na ingestão de sal (sendo a doença de Cushing, hiperaldosteronismo e síndrome de Liddle as principais), a maioria de nós pode lidar com mais sal do que parece.


A solução para este déficit de sal causada por muitos fatores é uma visita ao seu médico e um "teste de inanição interna". O próximo passo, de acordo com DiNicolantonio, é ceder plenamente aos seus desejos de sal, (sem exagerar) e limitar drasticamente a ingestão de açúcar; ele recomenda não mais que 20 gramas de açúcar por dia. Para satisfazer ambas as recomendações, ele insiste em manter as fontes de alimentos o mais perto possível da fonte. Não, ele não recomenda tantas batatas quanto você possa aguentar. Os alimentos inteiros, temperados com uma variedade de sais de boa qualidade, são as sugestões para combater a obesidade e a crise do excesso de peso, ainda desnutridas.

Fonte: Spiritualy Health. Tradução: Regiany Floriano


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