Como os Supermercados nos induzem a comprar comida lixo

A Austrália está preocupada com o consumo de produtos altamente processados e adoçados e a relação deles com as altas taxas de obesidade.
O mais importante a ser feito é a conscientização da população para as mudanças de hábitos, e isto começa pela informação.
Pequenas mudanças em nossos hábitos
em nossa casa, todos os dias, fará uma grande diferença na nossa saúde nos próximos anos.


Segundo uma nova pesquisa, três em cada cinco adultos australianos são atraídos por promoções e descontos dos produtos junk food (comida lixo) e bebidas açucaradas no supermercado. A pesquisa feita para a LiveLighter - uma campanha de educação para a saúde feita pelo Conselho Câncer e Fundação do Coração - descobriu que 53% dos compradores visitam o supermercado várias vezes por semana ou todos os dias.


Isto representa muitas ocasiões nas quais os consumidores estão sendo continuamente induzidos a comprarem alimentos não saudáveis influenciados pelo layout da loja, a disposição de produtos e publicidade.




Das intenções saudáveis ...

A maioria das pessoas deseja ter uma dieta saudável. Dois terços dos 2.000 australianos pesquisados planejam suas refeições com antecedência regularmente. Cerca de metade deles compara os produtos no supermercado para ver qual é mais saudável.


Mas três em cada cinco dos entrevistados disseram que há grandes possibilidades de comprarem alimentos processados pouco saudáveis como pirulitos, chocolate, batatas fritas, biscoitos, sorvetes e refrigerantes - quando eles estão à venda ou em promoção. Não é de surpreender, avaliando o preço barato e como estes alimentos lixo estão convenientemente dispostos nas prateleiras; não apenas em nossas lojas, mas também nos terminais de transportes, locais de trabalho e lojas de bairros.


Em uma tentativa de favorecer as compras por impulso nos supermercados, os petiscos industrializados estão disponíveis nas pontas de gôndola, dispostos em ilhas, e também nos caixas. Às vezes, eles estão em embalagens especiais, ou têm grandes pacotes promocionais, multipacks ou ofertas do tipo leve dois pague um, bem atraentes para os compradores sensíveis aos preços.


Os clientes podem valorizar a conveniência, sabor ou marca de um "lanche" altamente processado. As frutas ou legumes com desconto não tem o mesmo poder de persuasão para impulsionar as vendas, nem estes produtos têm as mesmas margens de lucro. Os catálogos e sites com as promoções semanais dos supermercados até incluem alguns produtos frescos, mas são dominados pelas promoções dos alimentos pouco saudáveis.


Cerca de 35% do consumo energético diário dos australianos atualmente vem de alimentos não saudáveis. Como resultado, cerca de 63% dos australianos adultos e 27% das crianças estão acima do peso ou obesos.



O que precisa ser feito?

Supermercados têm um importante papel a desempenhar ajudando a fazer da escolha saudável, uma escolha fácil para as famílias australianas.


Alguns supermercados criaram os checkouts livres de produtos de confeitaria e estão oferecendo frutas frescas grátis para as crianças dentro da loja. Nós gostaríamos de ver mais disto.


Nós também gostaríamos de ver alimentos e bebidas saudáveis aparecendo nas promoções nas pontas de gôndolas, catálogos e propagandas.


Quando se trata de obesidade de uma forma mais ampla, uma ação mais abrangente está bem atrasada. Há um crescente consenso internacional sobre os tipos de medidas que parecem ter um maior impacto sobre a promoção da alimentação saudável. Esses incluem:


- Restringir a publicidade e promoção de comida lixo e bebidas para crianças e jovens. A atual auto-regulamentação é seriamente insuficiente e deve ser tratada com uma regulamentação mais robusta.


- A introdução de um imposto sobre bebidas açucaradas para aumentar o preço destes produtos e reduzir o consumo. Os recursos captados poderiam ser usados para ações de combate a obesidade.


- Tomar medidas para tornar o Sistema Único de Saúde de Classificação por Estrelas obrigatória e refinar o sistema para garantir que ele reflita as orientações dietéticas.


- Limitar a promoção e disponibilidade destes alimentos e bebidas  insalubres em ambientes como hospitais e locais públicos, com especial atenção para os lugares frequentados por crianças e jovens.


- Apoiar a reformulação dos alimentos processados para reduzir os ingredientes chave preocupantes para a saúde, com metas e prazos para alcançá-la.


- Manter e aumentar o financiamento para campanhas de educação pública baseadas em evidências. Avaliações feitas mostram que isto pode aumentar o conhecimento e a compreensão e moldar as atitudes, gerando a intenção de mudança de comportamento.


Como sociedade, todos nós somos responsáveis por garantir que existam medidas em vigor para proteger a saúde das nossas crianças e a nossa nação.



Fonte: MSN, tradução: Regiany Floriano



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