Renatinha

Aqui está o relato emocionante da Renata Beatriz, a "Renatinha Bea", 
uma atleta com muitas vitórias e que venceu mais um desafio quando passou por uma fase muito difícil, mas felizmente encontrou um novo caminho com a ajuda da sua família e de uma amiga especial!
Completo 5 meses de alegria, de liberdade, disciplina, foco e determinação.
Sempre fui atleta... comecei com dois anos de idade fazer esportes, fui nadadora disputando provas de águas abertas nos últimos tempos, remadora, já fui campeã estadual. Disputei brasileiros, surfista, sou guarda-vidas. Já participei de provas de corrida de rua e ate jiu jitsu fiz! Amante e viciada em esportes...mas sempre acima do peso... 

Sou o exemplo do que o Dr William Davis menciona no seu "Barriga de trigo": atleta que treina pesado e mesmo não comendo besteiras, vive na luta com a balança...fui enganada!  Naquela de comer de 3 em 3 horas, tudo diet e pão integral e me matando nos treinos... Tinha uma compulsão descontrolada por doces na TPM , mal humor, cólicas... e o ciclo menstrual totalmente desregulado (sempre foi muito regular). Tudo isso chamou a minha atenção, ate um dia ter uma hemorragia 15 dias depois da menstruação e foi constatado um cisto de 5 cm no ovário. Fui numa ginecologista e ela indicou o tratamento com um anticoncepcional... 

Dois meses e meio depois, comecei com uma dor no calcanhar... Os dias foram se passando e as dores no calcanhar continuavam e começaram a subir para a panturrilha. Como eu estava treinando pra um Biatlon (natação e corrida), estava correndo e parecia que o motivo era esse. Também estava treinando para provas de canoa havaiana. Então 6 médicos concordaram em diagnosticar um pinçamento no ciático. Eu estava acompanhando um circuito regional de águas abertas e queria ficar em primeiro no ranking da categoria, então fiz uma prova de 3 km com uma dor absurda! Ali eu poderia ter morrido ou no minimo ter sofrido uma embolia pulmonar! Não consegui nem subir no pódio de tanta dor. Os médicos me entupiram de antinflamatórios e cortisona, duas coisas totalmente proibidas em casos de trombose. 

Nesse mês e meio de idas e vindas com diagnostico errado e sofrendo pra caramba, cheguei num neurologista que suspeitou de trombose e mandou fazer o exame, que em 15/6/2015, foi constatada. Se tivesse sido diagnosticada no inicio, o tratamento teria sido bem mais rápido e o problema menos extenso. Mas não, a demora e a minha ótima saúde fizeram com que os coágulos entupissem 6 veias da minha perna...

Precisei parar com a minha vida, o esporte, o trabalho... Foram dias difíceis...  Dois meses de repouso absoluto, cadeira de rodas, bengala e a minha vida como atleta por água abaixo.

Fiquei dois meses deitada pra não correr o risco do coagulo ir para o pulmão, e depois, pequenas caminhadas dentro de casa, meias de compressão, anticoagulante e um monte de remédios pra tentar reconstruir as paredes das veias.

Depois de 6 meses fui liberada pra pequenas caminhadas e nadar recreativamente. Depois de 8 meses podia fazer pequenas pedaladas e remar. Ajudo o meu esposo com as aulas de canoa havaiana, temos um clube no litoral do Rio de Janeiro. Hoje fico muito cansada com qualquer atividade um pouco mais intensa. Depois de 12 meses, foi cortado o anticoagulante e continuo com AAS e os outros medicamentos pra melhorar as sequelas (refluxo, varizes internas, etc). Não sinto mais vontade de treinar porque o meu corpo ainda não responde positivamente.

Hoje, comparando com quem eu era, fiquei aleijada. Só caminho uns 20 minutos com a minha 'filha' de 4 patas de vez em quando. Andar de bicicleta, tento umas três vezes na semana, por meia hora calmamente, porque melhora e muito a minha circulação. Na verdade não estou nem a ponto de comparação com as coisas que eu conseguia fazer, esportes de impacto como jiu-jitsu ou chutes e socos, nunca mais....


Como cheguei na Low Carb 

Eu tenho uma linda e boa amiga, a Rachel, 20 anos de amizade. Gordinha e amante da atividade física como eu.  Sempre variando de um pouco mais magra a um pouco mais gorda, e na luta contra o peso. 

No dia 29/1/2016 ela veio me visitar. Magra, forte, sarada, linda! Parecia uma menina...e eu deprimida...gorda igual um boi e feliz por estar viva... Bem, não sei se muito feliz... Não aceitava a minha nova condição de quase aleijada. Pensei varias vezes em desistir, mas graças a Deus hoje vejo que foi bobagem pensar assim. Então ela me contou sobre o estilo paleo /lowcarb... 

Eu já era medianamente paleo, era muito disciplinada e focada, só que estava enganada com algumas coisas: comia aveia, varias frutas, poucas vezes comia pão, mas se comesse, era integral. Adoçante, queijinho branco, leite desnatado. Tudo certinho no caminho errado...  Foi quando a Rachel me contou o que estava fazendo e eu encarei logo no dia seguinte. Ela falou "Estude, leia." Eu não quis saber, encarei sem saber nada e pensei: "Vou tentar por um mês e radicalmente uma semana. Se eu não gostar vou parar." Bom, cortei o adoçante, o trigo, aveia, frutas. Fui radical e sem saber de nada, cortei os laticínios também. Fiz "bicho e planta" por um mês e menos 6,5 kg. 

Já no primeiro mês que foi só bicho e planta, senti a diferença pra melhor. Aos poucos acrescentei de vez em quando o creme de leite e queijo e hoje depois de 5 meses, não tenho desejos por doce, a minha TPM sumiu e essa é a minha maior conquista depois de anos de sofrimento...

Entrei nos grupos do face também. Fui lendo, assistindo videos, pesquisando... e no segundo mês, acrescentei alguns queijos e creme de leite que como com moderação.

Não gosto de receitas substitutas de pão, pizza, brigadeiro ou o que seja. É como manter a foto do ex marido no criado mudo. rsrs. Quero esquecer e não gostar mais do que me faz mal!

As únicas duas vezes que fiz bolo nesses 5 meses foi de caneca e pequena. Estou feliz! Hoje não consigo comer uma fruta inteira, acho doce demais. 

O caminho é longo. Me livrei de 16 kg e falta mais um pouco. Mas estou feliz. Aprendi pela dor da trombose que estava enganada achando que precisava me matar nos treinos e comer igual passarinho pra perder peso (quando eu estava de repouso continuei me alimentando " bem " disciplinada, como um passarinho, e todos os dias estava mais gorda!).

Não queria fazer esse texto grandão..mas...pronto. 
Essa sou eu... a da foto de vermelho, eu antes de adoecer acabando uma prova de canoagem. 
A de preto no fim de outubro de 2015, já doente e totalmente parada. Depois disso engordei mais ainda. 

A outra foto, de calça azul, é hoje com menos 16kg e -14 cm de circunferência. 
A outra é a calça 48 que usava em janeiro e a 42 que uso hoje. 
Agradeço ao meu esposo Alexandre, por não ter desistido de mim e ter sido o melhor medico, enfermeiro, cozinheiro e amigo quando tudo desabou. E à minha filhota Kailani com 11 aninhos por ter encarado tudo isso com uma maturidade inigualável.
Obrigada a todas as pessoas que colaboram, dedicam o seu tempo pra responder e orientar (Felipe Barroso). Mil vezes obrigada por tudo. Estou me sentindo muito feliz, abençoada, emocionada e agradecida!

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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.