O meu "ANTES e DEPOIS"


A maior satisfação de quem perde peso é mostrar as fotos do “antes e depois”. 
Eu não ia fazer este comparativo, pois foram poucos quilos perdidos e, apesar deste blog estar completando um ano, não gosto muito de "fazer exposição da minha figura" rsrsrs. Mas estes dias estava vendo uma fotos antigas e encontrei a da esquerda e... "Nossa! Eu estava assim??? Acho que eu melhorei um pouquinho." rsrsrs

Daí comecei a fazer uma retrospectiva e me dei conta que foi mais de uma década brigando com a balança até conseguir derreter uns quilos, e o que era mais difícil antes: MANTER O PESO. Então se este relato servir como incentivo, ou puder ajudar alguém a tomar um novo rumo, já está valendo.


Glúten

Dá pra perceber na foto da esquerda, eu estava relaxada e devo ter esquecido de contrair o barrigão, sempre estufado...
Efeito do trigo/glúten

Realmente eu tinha gordura na região da cintura, mas o que piorava a situação era esta distensão abdominal. Eu vivia com azia e estufada e, mesmo depois de descobrir a intolerância à lactose, os sintomas não melhoraram evitando apenas o leite e derivados. Só fui me dar conta da minha sensibilidade ao trigo mais tarde, quando resolvi fazer algo diferente pra obter resultados diferentes!

Hoje eu não como trigo (glúten), não porque está na moda ser "gluten-free", mas porque eu realmente vivo melhor sem ele! E fico pensando: se tantas pessoas sentem-se melhor evitando o trigo, ele não deve ser tão inocente assim...


Coloquei outra foto do mesmo dia, com a prova do crime na mão: o bolo de chocolate com cobertura de ganache de chocolate que eu mesma tinha preparado naquela manhã (e experimentado um bocadinho... rsrsrs) para o último dia de aula na academia. Como este bolo estava bom! Mas... era um prazer que me fazia sofrer...

Era só comer uma coisa deliciosa como esta que o sentimento de culpa vinha junto em cada mordida... Tudo que eu gostava de comer tinha que ser associado com estar gorda, querer comer mais, desejo constante de comer "coisas gostosas", etc... O problema era lutar contra isto todos os dias, o que pra mim era um sofrimento terrível.
Mal sabia eu o quanto os carboidratos viciam e que eu já era uma prisioneira da comida.



ATIVIDADE FÍSICA

Sempre frequentei academia por que amo! Preciso! Me faz muito bem! Adoro a sensação depois de uma aula daquelas que a gente “sai de quatro”! Adoro suar, sentir doer, ir um pouco mais além do meu limite, mais pesado, mais rápido! Opa! Me empolguei! rsrsrs

Depois de uma atividade intensa, liberamos ENDORFINAS  que inundam o corpo dando a sensação de prazer, de bem estar. Coisa boa! Sou viciada em endorfinas!

Desde que comecei a emagrecer,  também comecei a investir na musculação, e agora até consigo ver alguns músculos sendo definidos e sentir as "carnes mais duras". Este é um dos motivos porque o peso diminuiu pouco, eu fui trocando a gordura por mais músculos!

Não posso deixar de reconhecer a dedicação e o profissionalismo dos professores e professoras que tive e os que me acompanham até hoje. Quem gosta do que faz, faz melhor! Obrigada Profes!


Mas... se dependesse do meu nível de atividade física para perder uns quilinhos, eu deveria estar mais magra na primeira imagem (dezembro de 2013), já que  eu frequento a academia pelo menos 3x por semana desde 2004. Sempre fiz aulas variadas: jump, step, ginástica local / GAP, hidroginástica, spinning e até zumba e funcional. Cheguei a fazer duas aulas seguidas por 3 meses, a fome aumentava, mas o peso não baixava...

Fazia tudo isto seguindo aquela recomendação: gaste mais calorias do que come, que não me ajudava em nada, só me deixava com fome, muita fome.

Apesar desta TEORIA do déficit calórico já ter sido cientificamente comprovada como ineficaz, ainda está em vigor no meio acadêmico e profissional, e as pessoas recebendo esta orientação, acabam correndo atrás da perda de peso como se tivesse uma cenoura amarrada na ponta da vara... Bem o que acontecia comigo...



E por que eu não emagrecia? Por que era tão difícil emagrecer? 

Aprendemos que uma alimentação balanceada deveria (pra mim já é passado!) conter várias porções de frutas, verduras e muitos “grãos integrais saudáveis” por dia, representando 50 a 60% da ingestão diária na forma de carboidratos; que deveríamos manter a ingestão de gordura bem baixa, perto dos 15 - 20%, dando preferencia à margarina light (evitando a manteiga), iogurte light, leite desnatado e carnes magras; e manter as proteínas perto dos 20%. Sem esquecer daquelas regras que todo mundo sabe de cor: comer de 3 em 3 horas e, de novo... comer menos calorias do que gasta... Hoje já se sabe por que NUNCA funcionou.

Erro básico desta "alimentação balanceada": Comer o tempo todo e ainda por cima uma enorme quantidade de carboidratos! Isto mantém o nosso metabolismo constantemente armazenando gordura e não queimando! Deste jeito, posso correr uma maratona por dia que não vou perder o peso em excesso!

A realidade é que precisamos REaprender a comer a favor do corpo e não contra ele! Então eu sigo uma lógica bem simples que me ajuda a manter a linha quando tem alguns pratos sedutores à disposição na mesa: “Carboidratos que elevam a glicemia, elevam a insulina. Se a insulina sobe, o corpo estoca calorias na forma de gordura. Evite os alimentos que elevam a insulina!


COMO EU DESCOBRI ISTO?

Foi por acaso que descobri que o nosso metabolismo funciona muito melhor com menos carboidratos do que estamos acostumados a comer. Eu estava procurando informações sobre Diabetes tipo 2 (algumas pessoas na família são diabéticas), e acabei caindo no Blog do Dr Souto, que tem vários artigos super atuais sobre saúde e alimentação, seguindo uma abordagem baseada na alimentação Paleo – Low Carb (uma alimentação mais natural, quase sem industrializados, com baixa quantidade de carboidratos).

Li vários textos dele, e eram tantas informações novas eu que tinha que respirar fundo e ler de novo. Como é que é? Comer gordura não engorda? Cozinhar com banha? Posso comer quantos ovos eu aguentar, e com bacon ainda! Café com manteiga? (Achei bem estranho, mas eu faço isto hoje hehehe). E comendo de acordo com estas recomendações, eu ainda vou emagrecer sem passar fome? MAS... tem algumas restrições, claro! Deve-se evitar o trigo, os grãos e, de preferência, nada de açúcar.


Que loucura! Como é que pode? Tudo diferente do que a gente sempre ouviu!

Fui lendo este e outros blogs e mais um livro inteiro pra entender bem, e pude constatar que isto já vem sendo praticado por muita gente há um bom tempo, aqui e, principalmente em outros países, na grande maioria dos casos, com muito sucesso, tanto na redução de peso, como na recuperação da SAÚDE.


ME REBELEI!

Como eu já seguia há anos as recomendações convencionais e não estava emagrecendo, só engordando, resolvi dar uma de rebelde e, de um dia para o outro, me propus a fazer 30 dias de "experiência" com esta alimentação “exótica”. Coloquei o pão mil grãos no freezer (por precaução rsrsrs), preparei uns ovos e taquei manteiga no café! Uh lá lá!

Não preciso nem dizer que esta é a alimentação ideal para uma pessoa com diabetes, tanto tipo 1 como 2. O problema está em convencer esta pessoa que a gordura não faz mal, que deixar de comer pão, macarrão, bolos, não é o fim do mundo, muito pelo contrário, é o começo de uma vida saudável.

Mesmo não tendo diabetes, entrei nesta “dieta” como uma experiência e pra dar o exemplo, mas os resultados foram tão bons, que nunca mais voltei a comer como antes! 
Coloquei "dieta" entre aspas porque é assim que a maioria das pessoas considera, um regime por um tempo limitado, mas na verdade este é um estilo de alimentação para a vida toda. Se eu voltar a comer como antes, consequentemente vou engordar de novo.


Acho que esta é a maior prova de resistência pra começar esta nova fase: deixar de comer pães e doces...

Pra não me tornar repetitiva, descrevi aqui meus primeiros passos, o período de adaptação e os meus resultados nos primeiros 6 meses. E aqui como eu estava depois de um ano seguindo a low carb.

Foram apenas sete quilos perdidos, bem devagar. Apesar de ter atingido a marca dos 67kg naquele ano, quando comecei em agosto de 2014,  estava com 65kg e cheguei aos 58kg em junho de 2015 (tenho 1,61m e já passei dos quarenta... rsrsrs).

Meu perfil lipídico e outros estão exames de sangue sempre estiveram "dentro dos padrões normais", exceto pela anemia antes de deixar de comer o trigo, mas agora estão ótimos.


O Bônus

Minha perda de peso aconteceu de uma maneira bem lenta, coisa que já iria desmotivar muitos dos mais apressadinhos. Mas se servir de estímulo, quem tem mais peso pra perder, normalmente perde mais rápido no começo. E, mesmo assim, cada pessoa reage de um jeito, particularidades...

Ainda hoje continuo abaixando o peso, bem de-va-ga-ri-nho... Melhor perder devagar do que subir um pouco mais a cada ano, né?

Perder peso foi o bônus, o melhor foi ver meu organismo quase que “desabrochando” neste período, parece que eu fui saindo de uma “casca” e ganhei uma nova vida. Pode soar como exagero, mas só quem sente isto sabe como é.

Meu corpo é original de fábrica (sem nenhuma plástica), e com 2 gestações no meio do caminho, cujas marcas (flacidez e estrias na barrigaestão ali. O que importa pra mim hoje é que eu gosto do que vejo no espelho, eu estou satisfeita, por que acima de tudo, estou bem comigo mesma!


Então...

O que eu posso dizer pra quem se interessar em aderir a este estilo de alimentação é:

- O começo, mais precisamente as duas primeiras semanas são mais difíceis e requerem muita disciplina e força de vontade; A gente sente falta do pão /trigo e do açúcar, mas resistir dá muito mais entusiasmo e torna a adaptação mais fácil.

- Para alguns pode ser considerada "radical" por excluir alguns alimentos, como os grãos por exemplo, mas além dos antinutrientes naturais, os fitatos, me livro também de ingerir os agrotóxicos usado nas lavouras (o Brasil é o maior consumidor de glifosato, um herbicida banido há anos em vários países). É uma questão de escolha e neste caso escolho não comer.

- Não vejo vantagem no "dia do lixo", primeiro porque não sou lixeira e não vou mandar pra dentro do meu corpo o que me faz mal; e segundo porque eu devo escolher como vou me comportar nos finais de semana e nas festas. O fim de semana corresponde a quase 30% da semana e se relaxar, a gente pode acabar dando 2 passos pra frente e um pra trás;

- Não tem desculpas! COMPROMETIMENTO é a palavra chave! É uma mudança de hábitos mesmo, nos pequenos detalhes do dia a dia. Ou é, ou não é. Se fizer um pouco do jeito novo e um pouco do seu jeito antigo, poderá ser pior do que não mudar nada na sua rotina. A gordura não engorda, desde que você não eleve a insulina! Não vale misturar carbos do mal com gorduras do bem que vai acabar engordando!

- Este foi o meu relato, não quer dizer que vai ser assim com todo mundo. Cada organismo reage de um jeito e cada pessoa tem sua rotina, seu gostos, suas particularidades. Por isto, depois de ler e entender, ainda se sentir inseguro(a) em como deve fazer, procure ajuda profissional.


Se você quiser conhecer um pouco mais desta alimentação, além de ler a respeito aqui no Menos Rótulos, no Blog do Dr Souto e pela net, você também pode procurar pelos grupos Low Carb/Paleo no Facebook, onde tem muita gente - em vários estágios da evolução low carb - compartilhando informações e experiências, ajudando uns aos outros a se conhecer melhor e assim melhorar a saúde e, quem sabe
chegar no peso ideal.




Sugestões de livros e programas sobre a Dieta Paleo - Low Carb? Veja aqui


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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.