INSULINA ENGORDA, JEJUM EMAGRECE

Condenado durante muitos anos por ser considerado um redutor do metabolismo, o jejum agora desponta como uma solução para auxiliar na perda de peso e na resistência à insulina.

Veja abaixo uma entrevista com o Dr Jason Fung, que lançou um livro explicando a relação da Insulina com a obesidade e o Jejum com o emagrecimento.



Um Médico de Scarborough diz em seu livro que a insulina engorda e o jejum faz com que você emagreça.

O livro do Dr. Jason Fung, O Código Obesidade, afirma que a obesidade não é causada pelo excesso de comida, mas pelo excesso de insulina.

Artigo original aqui. Tradução: Regiany Floriano


Dr. Jason Fung, 42, um especialista em rins e fundador do Programa Intensivo de Gestão Dietética de Scarborough, afirma que a obesidade - e até mesmo os últimos 4,5kg - não são causados pelo excesso de comida, mas pelo excesso de insulina.

Ele diz que descobriu o verdadeiro culpado pelas pessoas engordarem, depois de perceber que os pacientes em sua prática de nefrologia ficavam melhores com menos intervenções médicas se eles perdessem peso.

Como a maioria de seus pacientes eram diabéticos tipo 2 - uma doença associada ao excesso de insulina - ele fez a ligação...
E o pulo.

De acordo com seu novo livro O Código Obesidade, a melhor forma, mais rápida, mais econômica e mais eficaz para controlar esse hormônio, antes ou depois que ele fique fora de controle, é pelo jejum.
Ou, pelo menos, pular o café da manhã.

Então, é a insulina, e não as calorias, a verdadeira causa da obesidade?

A obesidade é uma doença hormonal. A insulina é um hormônio, que te diz o quanto comer e o quanto queimar. O corpo se comporta como se o peso fosse ajustado por um termostato. A insulina atua para aumentar esse termostato. Assim, a obesidade não é decorrente do desequilíbrio calórico. Essa ideia está evidentemente errada. É por isso que cortar calorias não funciona.

Como a insulina causa a obesidade?

A insulina em excesso provoca a obesidade.
Quando você come, a insulina sobe e seu corpo armazena energia. Quando você não come, a insulina cai e seu corpo pega a energia armazenada e a utiliza. O armazenamento de energia (açúcar e gordura) é a função da insulina.

Quando você tem excesso de insulina - maior do que a quantidade normal e geralmente por muito mais tempo do que o normal - seu corpo se torna resistente aos efeitos desse hormônio e produz ainda mais insulina. É um ciclo vicioso - e não importa o que você faça; exercícios, dietas. Se há excesso de insulina você vai engordar.

Então, como estamos tendo muita insulina?

Lanches.

Temos uma mentalidade "de comer o tempo todo". Em 1977, comíamos pão branco e geleia - o que aumenta os níveis de insulina - mas não ficávamos petiscando a todo tempo. E não éramos obesos.

Nas últimas décadas, o número de vezes que comemos em um dia ficou significativamente maior. Passamos de três refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar, para seis: café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, lanche. Estamos estimulando a insulina o tempo todo, mantendo-a constantemente alta.

Como é que vamos fazer para baixar a nossa insulina?

Em primeiro lugar, evitando os alimentos que estimulam excessivamente a insulina. Como o açúcar e grãos refinados. Isso, nós (como uma sociedade) temos aceitado.

Mas também precisamos pensar no sincronismo das refeições. Precisamos de períodos de tempo que não estejamos comendo, para que então a insulina possa baixar, deixando nossos corpos em modo de queima de energia. Se deixarmos mais tempo entre as refeições e, portanto, queimando a energia - vamos perder peso.

Portanto, o jejum.

Sim. Pelo jejum, mantemos os nossos níveis de insulina baixos e nos livramos da resistência. O jejum, por reduzir drasticamente a insulina, atua para diminuir o peso conjunto do corpo.

Mas parece difícil.

Pode ser difícil se é algo que você não está acostumado a fazer. Dessa forma, é diferente do que qualquer outra dieta. É o anti dieta. Mas, uma vez que começam - as pessoas se surpreendem. Elas não ficam com fome. Elas têm energia. E, é grátis. No jejum você economiza dinheiro. Você não tem que fazer compras, ou planos de refeições (cardápios). Ele realmente simplifica sua vida. Também é prático e totalmente flexível: você pode mandar ver ou desligá-lo sempre que quiser. Você pode jejuar por apenas 14 horas por dia, logo após o jantar até, digamos, o almoço.

Então, pular o café da manhã?

Sim. Saltar o café de manhã é um mini jejum, dando-se o tempo do jantar até o meio-dia. Isso é cerca de 13 ou 14 horas de jejum. Se você quiser fazer um jejum de 24 horas - o que é ainda melhor - não coma após o jantar e apenas trabalhe durante o almoço, mantendo-se hidratado bebendo água, café, chá ou caldo de galinha. Até que o tempo passa e você nem percebe que não comeu e, quando vê, você está no seu caminho de volta para casa para um jantar agradável. Eu faço isso o tempo todo.

É saudável? E quanto a ser tanta fome que você acabe comendo demais depois?

Sim. Na verdade, é muito saudável (crianças, mulheres grávidas ou lactantes não devem jejuar). E você vai comer mais nessa refeição pós jejum, mas não o suficiente para compensar o que você não tenha comido.

O seu livro e suas credenciais parecem dar ao jejum uma legitimidade que não teve no passado. Você está recebendo muitas críticas por este plano de dieta aparentemente radical?

Tem tido uma grande pressão, com certeza. Quando eu comecei a sugerir o jejum, todo mundo ficou horrorizado. Mas agora, tenho cerca de 1.000 pacientes que seguem o jejum e eles e seus médicos podem ver que estão muito mais saudáveis e mais felizes. Muitos pacientes estão perdendo peso e se livrando das doses de insulina.

Os médicos de família estão encaminhando seus pacientes à minha clínica e, em minha área, não tenho mais quase nenhuma resistência. Mas no resto do mundo, é realmente uma batalha difícil. Há um muita resistência. 



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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.