PARE DE ENGORDAR! Comece a Emagrecer.

A maioria das pessoas acredita que a perda de peso segue uma equação simples: comer menos, se movimentar mais. Mas isso simplesmente não é verdade.

Nós não queremos estar com excesso de peso e, no entanto estamos. Aproximadamente dois terços do mundo desenvolvido está acima do peso, mas a maioria das pessoas queria estar magra. Claramente, se fosse tão simples emagrecer comendo menos e gastando mais, não teríamos um problema com o peso, muito menos uma epidemia de obesidade.

A atividade física tem muitos benefícios de saúde, que vão desde a redução do risco de doenças cardíacas, diabetes e câncer para melhorar a saúde mental e humor.  Mas ao contrário da crença comum, o exercício não ajuda você a perder peso.

Uma das razões pelas quais a contagem de calorias não funciona tem a ver com a complexidade do corpo humano. Quando você faz uma dieta restrita,que te deixa com fome, seu corpo tende a desligar vários processos a fim de sobreviver. Por exemplo, ele pode reduzir a função da tireoide, então seu corpo não vai queimar tantas calorias. Em suma, isto altera a termodinâmica do seu corpo.

"É por isso que você tem que trabalhar a favor do seu corpo e não contra ele, se você quiser ser magro e saudável a longo prazo. Se você está contando calorias, pensando que 50 calorias a menos por dia vai te deixar mais leve no final do ano, você está sonhando. Isto simplesmente não funciona! Pare de contar calorias, isto não está ajudando! O importante é comer melhor, não comer menos." Zoe Harcombe


Ao consumir o mesmo alimento contendo a mesma quantidade de carboidratos, algumas pessoas secretarão mais insulina do que outras e, com isso, terão maior tendência a acumular gordura e a ter menos energia.

O estímulo primário para a secreção de insulina é o aumento da glicose no sangue. Os carboidratos da dieta, após a digestão, são absorvidos na forma de açúcares simples, e de uma forma geral, todos acabam produzindo o aumento da glicose no sangue e, portanto da insulina.

Mas os carboidratos não são todos iguais. O efeito dos carboidratos sobre a insulina, será tanto maior quanto mais rapidamente forem digeridos e absorvidos. Assim, por exemplo, as fibras vegetais, embora sejam classificadas como carboidratos, não são digeríveis e, portanto, não alteram a glicose ou a insulina de forma significativa.

O modo como os níveis de açúcar em nosso sangue se altera em relação a diferentes alimentos, é conhecido tecnicamente como “índice glicêmico”, uma medida razoavelmente boa de como a nossa insulina responde. Quanto mais elevado o índice glicêmico de determinado alimento, maior o nível de açúcar no sangue.

Os alimentos que mais rapidamente elevam a glicose (e a insulina) são os que têm "alto índice glicêmico": o açúcar(doces), os alimentos preparados com farinha de trigo (pão, biscoitos, massas)cereais, carboidratos líquidos (refrigerante comum, sucos de fruta, cerveja) e amidos (batata, arroz, milho, aveia).  

Quando digerimos os carboidratos contidos nos amidos, eles entram em nossa corrente sanguínea como glicose. O nível de açúcar no sangue aumenta; insulina é secretada e calorias são armazenadas como gordura.

A INSULINA é um hormônio que determina como os combustíveis serão “distribuídos” pelo corpo. Após uma refeição, a insulina e as várias enzimas que ela influencia, determinam qual proporção dos diferentes nutrientes será enviada para os tecidos, quanto será queimado, quanto será armazenado e como isso mudará de acordo com a necessidade e com o momento. 

Pense na insulina e nessas enzimas determinando a direção do ponteiro que se parece com o mostrador de combustível do carro, mas em vez do “C” de “cheio” à direita, há um “G” de “gordura”, e em vez do “V” de “vazio” à esquerda, há um “E” de energia.

Se o ponteiro aponta para a direita em direção ao “G”, significa que a insulina destina uma quantidade desproporcional das calorias que você consome para ser armazenada como gordura, em vez de ser usada pelos músculos como fonte de energia. Nesse caso, você terá uma tendência a engordar e terá menos energia disponível para atividade física, então também tenderá a ser sedentário. Quanto mais o ponteiro aponta para a gordura, mais calorias serão armazenadas, e mais gordo você será. Se você não quiser ser sedentário, é claro, terá de comer mais para compensar essa perda de calorias na forma de gordura. [1] Os indivíduos com obesidade mórbida são os que se encontram à extrema direita nesse mostrador.

Se o ponteiro aponta para o outro lado – em direção ao “E”, você estará queimando como combustível uma parte desproporcional das calorias que consome. Você terá energia de sobra para atividade física, mas pouca será armazenada como gordura. Você será magro e ativo (exatamente como se espera que seja) e comerá com moderação. Quanto mais o ponteiro aponta nessa direção, mais energia você terá para atividade física e menos será armazenada – e mais magro você será. Maratonistas esqueléticos situam-se nesse extremo. Seu corpo queima calorias – não as armazena – e, por isso, essas pessoas literalmente têm energia para queimar.

Então, secretar mais insulina moverá o ponteiro no mostrador de distribuição de combustível em direção ao armazenamento de gordura.


A insulina deposita a gordura no tecido adiposo e garante que permaneça lá. Nossos músculos são forçados a queimar mais carboidratos para compensar a energia que não está disponível, então nós esgotamos nossas reservas de glicogênio, o que, por si só, já nos leva a sentir mais fome. O resultado é que queremos comer mais e gastar menos, enquanto nosso tecido adiposo simplesmente continua se enchendo de gordura.

Nosso corpo trabalha para manter os níveis de açúcar sob controle (porque um nível elevado de açúcar no sangue é nocivo) e ele estará disposto a abarrotar as células adiposas para conseguir manter os níveis dentro do normal. As pessoas com a insulina constantemente elevada, não têm como usar a sua gordura como energia. Assim, quando a glicose do sangue se esgota, surge o desejo intenso de consumir mais calorias, e preferencialmente carboidratos.


É um ciclo vicioso perfeito: 
os alimentos que nos engordam,provocam o desejo de consumir mais alimentos que nos engordam.


Se você nasceu predisposto a engordar é algo que está além do seu controle, e essa predisposição é acionada pelos carboidratos ingeridos, tanto pela quantidade quanto pela qualidade.


São os carboidratos que determinam a secreção de insulina, e a insulina é o que leva à acumulação de gordura corporal. Nem todos engordam ao comer carboidratos; porém, para aqueles que engordam, os carboidratos são os culpados; quanto menos carboidratos ingerirmos, mais magros seremos.

A mensagem dos princípios elementares da adiposidade é muito simples: se você tem predisposição para engordar e quer ficar o mais magro que puder, sem comprometer a saúde, precisa restringir os carboidratos, então, deve manter baixos os níveis de insulina e de açúcar em seu sangue. O nome da alimentação que restringe os carboidratos é LOW CARB.

O ponto a ter em mente é que você não perde gordura porque corta calorias; você perde gordura porque corta os alimentos que fazem engordar os carboidratos. Se você atingir um peso com o qual esteja satisfeito e então acrescentar esses alimentos novamente à sua alimentação, engordará outra vez. Que apenas algumas pessoas engordem ao comer carboidratos (assim como apenas algumas têm câncer de pulmão ao fumar), não muda o fato de que, se você é uma delas, só perderá peso e se manterá magro se evitar esses alimentos.



As informações contidas no texto acima (exceto os links) foram retiradas deste livro: Por que Engordamos e o que fazer para evitar do Gary Taubes. Uma ótima leitura!
Provavelmente sua relação com a comida, com seu corpo e com seu peso, mudará depois de ler este livro.







__________________

Leia também:






Sugestões de livros sobre a Dieta Paleo - Low Carb? Veja aqui

Receba as novidades do Menos Rótulos por e-mail:
    
 Siga MENOS RÓTULOS no Facebook e Instagram
 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.