Beijo de língua, um detector de parceiro



Artigo original: Beijo de Língua - O que você pode não saber, traduzido por Regiany Floriano

O Beijo íntimo envolvendo um contato lingual completo e a troca de saliva parece ser um comportamento adaptativo de namoro exclusivo para a humanidade e é comum em mais de 90% das culturas conhecidas...

As descobertas dos pesquisadores em Amsterdam

Mas você já se perguntou o que acontece sob ponto de vista dos microrganismos durante o beijo íntimo?

Para responder a esta pergunta, os pesquisadores recrutaram 21 casais entre as idades de 17 e 45 anos que responderam uma série de perguntas sobre a sua frequência de beijos, o beijo mais comum, a refeição mais frequente, e a composição da refeição. Então, a ciência começou a trabalhar. Os investigadores tiraram amostras da parte anterior da língua de cada participante antes e depois de um beijo íntimo e colheram amostras de saliva também.

As amostras foram analisadas para identificar os tipos de bactérias presentes, através da análise do DNA bacteriano.

Em seguida, os pesquisadores fizeram um dos parceiros consumir um iogurte probiótico. Coletaram amostras da língua e saliva após 10 segundos e, em seguida, a pessoa foi convidada a beijar o seu parceiro por 10 segundos. Então, coletaram amostras da boca do parceiro especificamente para as estirpes de bactérias do iogurte.

As conclusões do estudo foram fascinantes. Como esperado, os casais que se beijavam com maior frequência, compartilhavam mais microrganismos bucais semelhantes. O mais intrigante, foi a constatação de que os homens foram os que mais sobre relataram o número de vezes que eles pensavam ter beijado a sua parceira por dia, na proporção de 2 para 1. Mas, talvez o mais convincente, com base na parte do estudo do iogurte probiótico, foi que o número calculado de bactérias transferidas de um parceiro para o outro durante o segundo beijo de 10 segundos, foi de 80 milhões!

Então, por que fazemos isto? E não somos só nós. O contato boca a boca é visto em todo o reino animal, desde peixes, aves, até primatas como nós. A resposta científica, pelo menos de acordo com os pesquisadores deste estudo, analisa o primeiro beijo, pelo menos em situações de acasalamento humano:

... Funciona como uma função útil de avaliação do companheiro pela mediação de sentimentos de ligação em relacionamentos duradouros, em vez da simples excitação sexual. Beijar pode contribuir na avaliação do companheiro e na ligação através de sinais químicos do gosto da saliva, incluindo os decorrentes da atividade metabólica da comunidade bacteriana na superfície da língua.

Isto soa muito científico. Mas, basicamente, parece que beijo íntimo desempenha um papel não apenas na influência de como nós selecionamos nossos companheiros, mas também como nós decidimos sobre relacionamentos duradouros. E o que realmente é algo a se pensar, é o fato de que, mais uma vez, este é um grande exemplo de como as bactérias, neste caso da boca, podem direcionar o nosso processo de tomada de decisão!
  


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Aqui tem mais um texto sobre a influência das bactérias no nosso organismo:

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