O lado negro da farinha branca

Além dos problemas de saúde causados pelo trigo e suas proteínas incluindo o glúten, pra piorar, a farinha branca contém outros ingredientes bem estranhos à saúde...



A farinha de trigo para ser branqueada, é geralmente alvejada com um óxido de cloro. Além de tornar a farinha de trigo mais branca, o clareamento reduz para 48 horas o seu processo de envelhecimento natural que dura 12 semanas, além de melhorar sua textura, por isso que este processo é tão utilizado.

A farinha não-branqueada na realidade também passa por um processo de clareamento, só que natural. Ela torna-se mais clara pela oxidação natural, ao longo de um processo de envelhecimento de doze semanas, no qual se torna cada vez mais branca. Porém, com o tempo, a farinha não-branqueada vai amarelar naturalmente, enquanto que a farinha branqueada permanecerá com a cor branca.

O glúten é uma proteína do trigo, e ele que dá aos alimentos uma consistência adequada. O glúten é composto por dois tipos de proteínas: as gliadinas, responsáveis pela extensibilidade da massa, e as gluteninas são as responsáveis pela elasticidade. É ele também que retém os gases liberados pelo fermento durante o crescimento da massa permitindo que o pão cresça.  Durante o cozimento o glúten também retém a umidade da massa fazendo com o pão fique macio por dentro.

A farinha não-branqueada tem maior teor de proteína, o que resulta em alimentos com textura mais borrachuda e a torna ideal para preparar alimentos que levam fermento biológico, como pães, assim como para doces delicados, sonhos e rosquinhas. A farinha branca tem muito menos proteína, o que a torna ideal para preparar bolos, panquecas, waffles, tortas e biscoitos.

No Brasil, o consumo dos diferentes derivados de trigo mudou, podemos ver a redução de consumo da farinha de trigo (de 5,1 kg por habitante ao ano para 3,4 kg) e aumento de consumo de pão (de 14,8 kg para 15,8 kg) e de mistura para bolo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), anualmente, estima-se que 55% de toda farinha de trigo processada seja consumida pela indústria de panificação e confeitaria.

O Brasil ainda não produz trigo de alta qualidade - ou “panificável”. Segundo Marcelo Vosnik, presidente da Abitrigo, o país vive uma questão séria na relação entre produtividade e qualidade.  Para o presidente, a nossa variedade de trigos é produtiva, mas “sem qualidade suficiente para a panificação, o nosso maior mercado”.

Hoje em dia, a farinha feita de trigo é tratada com fungicidas, pesticidas, inseticidas desde as mudas até o armazenamento. E para tornar a farinha de trigo um produto atraente, de melhor manuseio e com maior rentabilidade, não seria de se duvidar que os aditivos químicos não sejam tão inócuos assim.


Segue abaixo uma pequena lista das modificações na farinha de trigo e seus efeitos na nossa saúde.



1. FARINHA BRANCA / REFINADA NÃO TEM NUTRIENTES.

Os fabricantes de farinha branca removem primeiro o farelo das sementes de trigo (seis camadas externas), e o germe que contém metade dos ácidos graxos insaturados benéficos, praticamente toda a vitamina E, 50% do cálcio, 70% do fósforo, 80% do ferro, 98% do magnésio, 50 a 80 % das vitaminas B além de outros nutrientes que são destruídos


2. ADIÇÃO DE BROMATO DE POTÁSSIO

Depois de remover todas as camadas e nutrientes, a farinha é branqueada, conservada e amadurecida com dióxido de cloro. Sofre um processo de clareamento através da adição de giz, alumínio, e carbonato de amônio para torná-la mais atrativa ao olhar do consumidor. Um agente anti-salga chamado de sorbitano mono-saturado é adicionado no estágio final.

O bromato é tipicamente usado nos produtos de panificação por que reforça a expansão das massa, resultando numa redução do tempo de fermentação ou da quantidade do fermento, gerando assim uma redução do custo, já que a produção tende a aumentar, pois este aditivo é responsável pela melhora da capacidade de retenção de gás da massa e absorção de água, aumentando o volume e melhorando a textura do pão. É um agente oxidante, e sob as condições corretas, irá ser completamente consumido na panificação. Entretanto, se é adicionado em demasia, ou se o pão não é assado o suficiente ou em temperatura não alta o suficiente, restará uma quantidade residual que pode ser nociva, se consumida.

O Bromato é considerado cancerígeno na categoria 2B (= possivelmente cancerígeno para os seres humanos) pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e foi proibido na maioria dos países desenvolvidos em 1994, incluindo todos os países da União Europeia (bromatos, cloretos e peróxidos nos alimentos foram banidos na UE), Reino Unido, Canadá.

O bromato de potássio tem seu uso proibido pela legislação brasileira (Lei nº. 10.273, de 05 de setembro de 2001), porém numa análise feita, todas as amostras de pães do tipo francês indicaram a presença de agente oxidante, sendo que 24% apresentaram bromato. Os resultados obtidos sugerem a necessidade de intensificar a fiscalização junto aos proprietários dos estabelecimentos, através de orientações sobre os riscos do uso do bromato de potássio, além do desenvolvimento de mais estudos com análises qualitativas e quantitativas nos pães e produtos de panificação a fim de identificar este aditivo mesmo que em pequenas quantidades.


3. A FARINHA BRANCA É UM INSETICIDA NATURAL

Você sabia que se um inseto ingerir farinha de trigo, morrerá por consumir a farinha? A farinha branca é um inseticida natural porque mata qualquer inseto que tente se alimentar dela.

Por exemplo: Quando uma formiga ingere o cereal à base de sêmola de trigo, acontece uma reação que o faz expandir. Em questão de horas, qualquer formiga que o tenha ingerido irá literalmente explodir.As misturas de farinha com açúcar mascavo ou com frutas são bem atrativas para os insetos, mas evite qualquer uma que utilize canela, pois ela repele a maioria das espécies de formigas.

Porém, há um outro fator... Como inseticidas contendo o prejudicial glifosato são aplicados no trigo antes da colheita, a farinha branca MATARÁ todos os bichos que a consumirem. Se MATA os bichos, então como pode-se pensar que o glifosato seja seguro para consumo humano?


4. CONTÉM L-CISTEÍNA

Este aminoácido não essencial é adicionado à maioria dos produtos de panificação convencionais para acelerar o processamento industrial. A L-cisteína é encontrada na maioria das massas de pizza, biscoitos, massas prontas, bolos e pães de fast food.

A cisteína é primariamente obtida de penas de aves, mas também é extraída de cabelos humanos, de pelos e cascos de porcos. Na Ásia, e particularmente na China, a matéria-prima mais utilizada é a das penas das aves.

Ao adicionar a L cisteína à massa, obtém-se as características de amaciamento da massa, quebra reduzida de biscoitos e bolachas crocantes, estrutura homogênea do miolo, maquinabilidade melhorada, pegajosidade reduzida.


5. FARINHA BRANCA CONTÉM ALLOXAN, UM CONTAMINANTE QUE CAUSA DIABETES

O gás cloro é um agente oxidante usado no processo de branqueamento e envelhecimento da farinha. É irritante, perigoso se inalado e letal. Outros agentes utilizados incluem também óxidos de azoto, de nitrosilo, e peróxido de benzoíla misturado com vários sais químicos.

O gás cloro é submetido a uma reação de oxidação química com algumas das proteínas da farinha, produzindo aloxano (alloxan) como um subproduto não intencional. Vários líderes da indústria de moagem afirmam que os agentes clareadores e oxidantes não deixam resíduos nocivos na farinha, mas vários estudos e dados publicados confirmam que sim.

Tecnicamente alloxan não é deliberadamente adicionado à farinha branca. Ele é um subproduto do processo de branqueamento, quando o cloro reage com a proteína na farinha.

Com tão pouco valor alimentar em um pedaço de pão branco, agora há potencialmente um veneno químico à espreita lá também.

O aloxano, ou C4 H2O4N2, é um produto da decomposição do ácido úrico. É um veneno usado para produzir a diabetes em animais de laboratório saudáveis (principalmente ratos e ratinhos), para que os pesquisadores possam testar "tratamentos" para diabetes. O alloxan causa diabetes porque ele destrói as células beta do pâncreas que produzem insulina

Não há nenhum outro uso comercial para o alloxan - ele é usado exclusivamente na indústria de pesquisas médicas, porque é altamente tóxico.

Dada a violenta epidemia de diabetes e outras doenças crônicas no país, você pode se dar ao luxo de ser complacente com uma toxina como esta em seu pão, mesmo se ela estiver presente em pequenas quantidades?


Mensagem Final

O mais importante é o cuidado ao ingerir qualquer alimento processado, porque os produtos químicos são sempre utilizados. E nós simplesmente não sabemos quais os efeitos a longo prazo com a ingestão de produtos químicos, acumulados ao longo dos anos.

Esforce-se ao máximo para priorizar os alimentos mais perto de seu estado natural, menos processados. Se comer grãos, certifique-se que eles sejam pelo menos integrais e orgânicos, e na quantidade recomendada para seu tipo nutricional ( por exemplo, diabéticos devem consumir em pouca quantidade).


Fontes:
http://revistas.bvs-vet.org.br/rialutz/article/view/27463/28766 


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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.