A Resposta Ética de um comedor de carne para o Filme 'Cowspiracy'

Eu não gostei nada do que vi no Cowspiracy, um documentário que no mínimo subestima a inteligência das pessoas.
Felizmente alguém teve o trabalho de reunir dados que rebatem o que foi apresentado naquele... filme.


Por Paleo and Primal Caroline Watson · Em 10 de dezembro de 2015
Artigo traduzido por Regiany Floriano. O original está aqui.

Cowspiracy é um filme documentário falso feito pela A.U.M. (Animals United Movement) Filmes & Mídia. O filme é um docu-drama, romance estilo americano, um ou "documentário que ridiculariza"os fatos sobre a mudança climática e pretende "despertar o mundo"e chamar para  a ação.

Ao longo das últimas semanas e meses, tive este filme mencionado muitas vezes em resposta a meus artigos sobre técnicas de gestão de pastagem destinadas a obter carbono e para ajudar na mudança climática. Eu sou totalmente a favor de "acordar o mundo", no entanto eu também estou desconfiando cada vez mais de declarações exageradas sobre bovinos acabando com a nossa existência sobre a terra, por isso fui obrigada a cavar um pouco mais fundo.

A cena de abertura de Cowspiracy introduz o personagem do filme, Kip, e explica como ele se inspirou no filme de Al Gore "Uma Verdade Inconveniente" para "despertar" para a ameaça das alterações climáticas. Kip abraçou este novo paradigma, ele tentou de tudo; reciclados em todos os lugares, classificou seu lixo, desligou interruptores de luz, mas infelizmente não deu certo - ele não deteve as alterações climáticas! Então, em um momento de mudança de vida Kip lê um e-mail de um amigo e de repente estava tudo claro.

Ele percebeu que as grandes mudanças no clima não estavam reduzidas a carros e óleo no final das contas, mas de fato eram causadas por vacas! O e-mail em questão era uma referência ao relatório da "Livestock’s Long Shadow" feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura .1 Ele afirmou que as vacas geraram mais CO2, 18% a mais do que o sistema de transportes.

Por si só, o documentário teve grande repercussão e, de fato, obteve uma enorme cobertura porque seus números eram muito diferentes das estimativas anteriores. O relatório apresentava o combustível perfeito para ativistas do bem-estar animal - que amam a todos os seres vivos, com exceção dos seres humanos que comem carne! O relatório também foi ótimo para a indústria automobilística, que de repente tinha um perfeito "escape de vaca" para continuar a criar monstros beberrões de combustível que nada contribuem para a nossa segurança alimentar!

O relatório recebeu a atenção mundial e os 18% tornaram-se o novo "fato" indiscutível que foi usado por qualquer organização com uma programação. Mas, uma organização mais credível; o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima) - um corpo de cientistas vencedores do Prêmio Nobel, cujas opiniões são consideradas irrefutáveis sobre fatos relacionados com o aquecimento global - divulgou um relatório no ano seguinte, afirmando que à toda a agricultura são atribuídos somente 10-12% das emissões de GEE (gases com efeito estufa) 2 e o metano entérico representa apenas uma parte das emissões globais agrícolas. O fluxograma do aquecimento global do World Resources Institute (usando dados do IPCC) atribui apenas 5,1% das emissões da "pecuária e estrume".3

Até agora o cavalo estava bem longe e a porta firmemente trancada - e uma pilha fumegante de estrume deixado no estábulo! E, a propósito, os cavalos - apesar de não serem ruminantes - produzem quantidades semelhantes de metano aos das vacas e nem sequer nos dão comida, então talvez devêssemos nos livrar deles também?

Então, o que está acontecendo aqui? Em quais estatísticas podemos acreditar?

Bem, é tudo uma questão de o que está incluído nos valores.

Por exemplo, pegue o setor dos transportes. Um estudo canadense mostra que se você olhar para os números de CO2 produzidos a partir da queima de combustível em veículos foi de 31% - se você adicionar o CO2 criado durante o processo de fabricação, refino de petróleo e construção de estradas foi um gritante 51%. No primeiro exemplo, os outros elementos das emissões foram atribuídos a um setor diferente.


Há centenas de exemplos de como é fácil torcer os números para apoiar um programa político. Cowspiracy utiliza"fatos" transmitidos em infográficos provocantes, intercalados com entrevistas habilmente cortadas, e muitos "faladores" apaixonados para esconder a política real do filme, sob o pretexto de que a preocupação é com a mudança climática e alimentar o mundo. O plano real do filme é promover uma discussão absolutista que uma dieta vegan é a única resposta para a mudança climática e alimentar o mundo, e que quem come carne não pode chamar-se um ambientalista!

Na minha opinião esta vertente do veganismo é fundamentalista, e permite apenas um resultado - o de se livrar de todos os animais. Para ajudar a alcançar este objetivo, aparentemente, esse movimento abolicionista vegan visou simplificar questões complexas, com a escolha seletiva das piores estatísticas de casos, entrevistas cortadas com cuidado, ou mostrar imagens fora de seu contexto original, a fim de promover a sua propaganda. A verdadeira vergonha aqui é a abordagem "tudo ou nada", que fecha o diálogo sensato e produtivo, que poderia nos ajudar a salvar o planeta e alimentar o mundo! 
Está totalmente em desacordo com o que a maioria dos vegans e vegetarianos querem, que é uma resposta sensata às alterações climáticas, que ajudem a promover o tratamento de animais também.

Em Cowspiracy só existem muitos "fantoches" e simplificações ridículas para abordar o trabalho de uma vida, mas aqui estão alguns pontos que podem fornecer um pouco de equilíbrio para o documentário completamente desequilibrado. Um ponto tal que considero muito importante é a ideia de que o gado 100% alimentado com capim - também são insustentáveis devido ao metano que emitem durante sua vida e também a quantidade de terra que eles exigem (como uma relação de conversão) para produzir comida.

Este ponto de vista ignora completamente as recentes descobertas da ciência de solo que surgiram e continuam a surgir, que confirmam que um pasto saudável tem a capacidade de bloquear a maior parte do metano produzido pelos animais em pastejo por meio da ação das bactérias metanotróficas. Ele também deixa de mencionar que em pasto saudável, o carbono é sequestrado - tomando o carbono do ar e trancando-o com segurança no subsolo. Este processo de construção de matéria orgânica do solo através de pastagem eficaz demonstrou ter potencial para combater o aumento das emissões de GEE de forma muito eficaz, para não mencionar o fato de que ela cria a sua própria fertilidade natural reduzindo a necessidade de combustíveis fósseis - realmente um outro grande problema GEE! Eu falo sobre esse assunto com muito mais detalhe aqui.4 A maneira como eles retrataram os criadores de bovinos no filme foi francamente uma vergonha e levado inteiramente fora do contexto, a fim de fazê-los parecerem ignorantes. Mas uma coisa que disse era verdade - 100% dos animais alimentados com capim demonstraram ter NENHUMA pegada de carbono e, em alguns estudos ainda mostram um ganho líquido!5

Chegou-se à conclusão que simplesmente não há terra suficiente para alimentar a todos nós com carne de animais alimentados com capim e isso é ilustrado usando um cálculo baseado no que um americano normal come. Em primeiro lugar o que a média dos americanos comem não é um reflexo verdadeiro do que o resto do mundo come. Eu não acho que isso seja um argumento produtivo usando as necessidades de proteína de um país onde 38% dos adultos são obesos e 6 a 30% dos alimentos são jogados no lixo! Eu não acho que alguém realmente pense que o mundo inteiro poderia ou deveria comer desta forma.

Em segundo lugar, a maioria das terras utilizadas como pastagens para criação de gado, não é um terreno adequado para o cultivo de alimentos para os seres humanos de qualquer maneira. A terra de pasto tende a ser inacessível, exposta, montanhosa, muito úmida ou muito seca, etc. Contrariamente à crença comum que a terra de pastagem, também conhecida nos EUA como 'terra de fazenda', deve ser gerida em harmonia com a natureza e o gado é parte essencial do ecossistema. A ideia de que a terra tem de ser ou para a natureza ou para a produção de alimentos é absurda - ela pode e deve de ser para ambos. As grandes planícies da América eram um habitat incrivelmente rico que atendia milhões de ruminantes selvagens, que hoje poderiam ser substituídos por ruminantes domésticos para o mesmo efeito geral, que ao mesmo tempo produzissem alimentos para nós. Devemos nos concentrar em fazer isso melhor e não como o proverbio: jogar o bebê fora junto com a água do banho!

E em terceiro lugar, você não pode simplificar pastagens e produção de alimentos desta maneira. Terras de pastagens podem ser altamente eficazes em relação à fertilidade, sem a necessidade de fertilizantes de combustível fóssil, como parte de um sistema rotativo que TAMBÉM produza legumes e grãos. Algumas culturas têm uma relação de conversão bem alta, e você precisaria de uma grande variedade de alimentos vegetais para obter os nutrientes de que necessita para manter um ser humano saudável, você não pode viver apenas de grãos eficientes. A carne de animais alimentados com capim, é um alimento altamente nutritivo que contém uma gama enorme de nutrientes em uma forma digerível, sem os efeitos colaterais dos anti-nutrientes, ao contrário de muitas alternativas vegetais mais eficientes.

O IPCC estima que as culturas vegetais produzam 17% das emissões de metano atuais provocadas pelo homem e, embora eu concorde completamente, alimentar os animais com essas plantas é simplesmente ridículo, essas emissões não desaparecem quando comemos as plantas. O alimentos vegetais com os quais alimentamos os animais, não são como derramar um pacote de flocos de milho em uma manjedoura! Os alimentos vegetais para a dieta humana tem que ser altamente refinados para sermos capaz de comer, tudo isso requer energia, água e produtos químicos. Os animais são muito eficazes em comer muito dos "resíduos" da comida rejeitada para o consumo humano - como seria isso em um sistema sem animais?

Precisamos que as pastagens do mundo sejam restauradas, a fim de "bancar" e ajudar a compensar esta metano - mas vale também criar um pouco de carne sobre elas! Sem carne bovina, ovelhas, ou proteínas lácteas precisaríamos de mais 25% a mais de alimentos vegetais para compensar a perda de nutrientes vitais. Mais terra teria que ser arada, liberando mais metano e carbono na atmosfera, e a perda de pasto reduziria a capacidade do planeta para compensar ainda mais os GEE. Quando você compara diferentes culturas com a sua pegada de CO2, a imagem torna-se ainda mais complexa: 1kg de arroz produz aproximadamente 100 g de metano, enquanto que um quilograma de leite produz cerca de 13-26g de metano, de modo que não haveria muito ganho em eliminar o leite para comer arroz. 7

Em cada parte do mundo se comem dietas diferentes, com uma gama de diferentes alimentos vegetais e animais, os quais têm diferentes impactos sobre os GEE, dependendo do sistema original a partir do qual eles são cultivados. O clima, a qualidade do solo, o uso de fertilizantes e pesticidas, as necessidades de irrigação, as rotas para o mercado, e outros aspectos, tudo tem um impacto conjunto sobre os GEE produzidos por quilograma de alimento. Somando tudo isso com um gráfico simples, é tão ridículo que é quase engraçado.

As estatísticas sobre a água no filme são igualmente loucas. É certo que a cultura intensiva na verdade use grandes quantidades de água, desde a agricultura irrigada com a água da lavagem de um abatedouro. Mas, especialmente no caso dos animais de pasto, pelo menos parte dessa água retorna para a terra imediatamente - não fica "presa" no animal! Se uma vaca que pasta bebe um tanto de água, mesmo se ela bebesse de um córrego ou de um cocho, esta água vai  retornar diretamente de volta para o pasto dentro de algumas horas!

Grande parte da carne do mundo, e até mesmo a carne bovina dos EUA já está sendo, pelo menos parcialmente, criada em pastagens. Portanto, os números que Kip usa para calcular a quantidade de terra necessária para comer carne bovina de animais alimentados com capim estão simplesmente errados. Esta não é uma enorme surpresa, considerando que as estatísticas do 'consultor' deste filme (como listados nos créditos finais) são do dentista Dr. Oppenlander, que como muitos dos outros extremistas vegans neste filme, pode ser tudo, menos um especialista em sustentabilidade, agropecuária,  meio ambiente, ou qualquer outro assunto abordado neste filme.

Allan Savory, um de muitos especialistas em sustentabilidade real, um dos visionários mais significativos sobre mudanças climáticas, e especificamente na questão inverter a desertificação, o seu trabalho é voltado para encontrar a resposta para reverter a mudança climática. 8 Em uma cena bizarra no filme, Allan Savory foi anulado por Kip sem qualquer explicação real. Allan Savory confessa em uma de suas famosas palestras numa conferência TED, com 3,3 milhões de visualizações, que, como parte do pensamento "convencional" sobre o sobrepastoreio, ele autorizou o fuzilamento de milhares de elefantes para tentar reverter a desertificação em Parques Nacionais do Sul África. Como um amante dos animais, este foi um momento trágico em sua vida, agravado pelo fato de que o processo de desertificação, na verdade, piorou após a retirada dos animais em pastejo. Savory admite que este foi o maior erro de sua vida e tem se dedicado inteiramente para encontrar uma solução. Kip declara que um homem capaz de tal erro não deve ser confiável. Se ouvirmos apenas especialistas que nunca fizeram quaisquer erros na vida, podemos estar nos limitando um pouco!

40.000 acres de pastagem (provavelmente mais agora) são administrados pelo pastejo holístico planejado de Allan Savory. As áreas de terra gerenciados sob seus métodos estão transformando zonas áridas, terras degradadas (que já não podiam suportar as comunidades que viviam dela) de volta para pastagens produtivas que têm cursos de água fluindo (água potável) e pastagens regenerativas saudáveis (alimentos e fertilidade) - todos através do cuidadoso manejo do pastejo controlado. Nós realmente não precisamos de dados científicos aqui - isto simplesmente funciona, vá e veja por si mesmo 9, 10!

O outro "enredo" principal do filme era criar uma teoria da conspiração em torno da idéia de que as agências ambientais tem muito medo de falar sobre o impacto da agricultura sobre o meio ambiente. Mais uma vez isso foi apoiado com entrevistas ridículas editadas, comentários fora do contexto e "fatos científicos" pobres. Tenho seguido as organizações ambientais mais influentes do mundo durante anos e posso garantir que essa é uma idéia sem noção! Greenpeace, Amigos da Terra e WWF, entre muitas outras organizações ambientais, fazem campanhas extensivamente para reduzir a quantidade de produções pecuárias da carne que comemos. A maior parte do trabalho duro é para aumentar a conscientização sobre os efeitos devastadores da derrubada de florestas para o cultivo de cereais - seja para rações para animais ou para uso pelo seres humanos diretamente, como no caso do óleo de soja, a especulação da terra, mineração, madeira, produção de etanol, e papel!

Dê uma olhada em algumas dessas campanhas influentes que trabalham duro em ação:


Assim, a base do filme é que a agricultura é a responsável por mais emissões de GEE do que o setor dos transportes nos EUA, e que há uma enorme acobertamento pelas organizações ambientais, porque eles estão com medo da indústria da agricultura. Mas, infelizmente, esses "fatos" estão ambos errados:

- Um dos dados conflitantes mais recentes vem da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que coloca todas as emissões agrícolas em 10%, bem abaixo dos setores de energia e transporte de 32% e 28%, respectivamente. E posso também de salientar que o setor dos transportes não contribui para nos alimentar! Os números da EPA para os EUA são semelhantes a esses números para os gases de efeito estufa, mencionados no relatório do Comité de 2014 das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, onde todo o setor agrícola nos EUA (agricultura e pecuária) é responsável por pouco mais de 8% do total e, por isso, quando o risco calculado do metano entérico de bovinos só é 2,17% do montante total dos gases de efeito estufa emitidos. 11

Os órgãos ambientais estão tão interessados, como qualquer um de nós, para reduzir a quantidade de fazendas de criação de carne e incentivam a procurar maneiras mais sustentáveis para a produção de alimentos, tais como a agricultura biológica e criação de gado em terras que não podem produzir culturas alimentares para humanos.

Esta abordagem abolicionista 'tudo ou nada' não está ajudando ninguém avançar com este debate incrivelmente importante.
Nicolette Hahn Niman, seguindo seu excelente livro "Defendendo a Carne Bovina: Um Caso para produção de carne sustentável" (‘Defending Beef: The Case for Sustainable Meat Production’) pede uma "terceira via". Talvez em vez de discutir e ir a favor ou contra comer carne, poderíamos olhar para uma mistura de soluções:

-1/3 da superfície do mundo é pastagens e 70% dos estão degradadas. Se trabalharmos para encontrar maneiras de restaurar esses campos podemos capturar carbono suficiente para reverter a mudança climática e regressar as comunidades de volta para suas terras para produzir alimentos para si mesmos. 12

- A agricultura biológica tem o potencial de produzir tanta comida quanto a agricultura 'química' sem o forte impacto ambiental de ser dependente de fertilizantes, máquinas e pesticidas. Se colocarmos conhecimento e esforço em desenvolver métodos de agricultura biológica, melhorando as culturas e técnicas agrícolas em vez de apenas trabalhar com OGM acho que poderíamos alcançar o objetivos. 13

- Nós temos, e sempre teremos, vastas quantidades de terra impróprias para arar e cultivar. A maior parte dessa terra, bem manejada como pastagem, pode produzir uma grande variedade de alimentos saudáveis e nutritivos desde a carne até o leite, queijo, e manteiga. Algumas dessas terras serão florestas e habitat sensíveis, mas até mesmo o ecossistema mais delicado pode produzir o que pode ser chamado de "gado padrão". Animais de pasto de conservação (usados para manter pantanos, pastagens de calcário, etc), certas plantas silvestres produtivas, caça selvagem, podem ser a maior contribuição sustentável para a nossa comida.

- Qualquer sistema alimentar - particularmente um à base de plantas - terá uma quantidade de resíduos alimentares, subprodutos, e culturas falhas. Nós podemos descartar ou podemos alimentar animais omnívoros como galinhas e porcos para produzir mais alimentos.

Um dos livros mais pesquisados e abrangentes sobre o assunto que eu li é o de Simon Fairlie: "A Carne - Uma extravagância benigna" (Meat – A benign Extravagance). Em seu livro ele descreve como poderia ser possível alimentar um mundo faminto através da redução pela metade do consumo de carne e incorporando as idéias acima. Concordo com ele, e estou convencida que o simples argumento "comer carne é ruim para o meio ambiente" é grosseiramente simplificado e não permite uma discussão válida sobre potenciais soluções.

Então, qual é a resposta ética de um comedor de carne  para o filme 'Cowspiracy'? Simples - animais em pastejo.



Referencias

1 - Steinfeld, H., Gerber, P., Wassenaar, T., Castel, V., Rosales, M., de Haan, C. (2006). Livestock’s Long Shadow: environmental issues and options. In FAO Corporate Document Repository. Retrieved from  http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.htm

2 - Metz, B., Davidson, O., Bosch, P., Dave, R., Meyer, L. (2007). Climate Change 2007: Mitigation of Climate Change. In Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), (8)63. Retrieved from https://www.ipcc.ch/pdf/assessment-report/ar4/wg3/ar4_wg3_full_report.pdf

3 - Herzog, T., Pershing, J., Baumert, K.A. (2005). Navigating the numbers: Greenhouse Gas Data and International Climate Change Policy. In World Resources Institute. Retrieved from wri.org/publication/navigating-the-numbers

4 - Watson, C. (2015). The Super-food That Nobody is Talking About… Yet!. In Primal Eye Magazine. Retrieved from http://primaleye.uk/the-super-food-that-nobody-is-talking-about-yet/

5 - Wang, T.  Teague, W.R., Park, S. C., Bevers, S. (2015). GHG Mitigation Potential of Different Grazing Strategies in the United States Southern Great Plains. In Regeneration International. 
Retrieved from  http://www.regenerationinternational.org/blog-five/2015/10/5/ghg-mitigation-potential-of-different-grazing-strategies-in-the-united-states-southern-great-plains

6 - Rettner, R. (2015). Here’s How Many Americans Are Now Obese. In Yahoo! News. Retrieved from http://news.yahoo.com/many-americans-now-obese-064426938.html

7 - Fairlie, S. (2010). Meat: A benign extravagance. Hampshire, UK: Permanent Publications. Pp. 171.

8 - Lovins, L.H. (2014). Why George Monbiot is wrong: grazing livestock can save the world. In The Guardian. Retrieved from http://www.theguardian.com/sustainable-business/2014/aug/19/grazing-livestock-climate-change-george-monbiot-allan-savory

9 - Schwartz. J. (2013). Cows Save the Planet: And Other Improbable Ways of Restoring Soil to Heal the Earth. Vermont, USA: Chelsea Green Publishing. Pp. 60–66.

10 - Niman, N. H. (2014). Defending Beef: The Case for Sustainable Meat Production. USA: Chelsea Green Publishing. Pp. 34–44.

11 - (Anonymous). (2014). Inventory of U.S. Greenhouse Gas Emissions and Sinks: 1990–2012. In United States Environmental Protection Agency Online. Retrieved from http://www3.epa.gov/climatechange/Downloads/ghgemissions/US-GHG-Inventory-2014-Chapter-6-Agriculture.pdf

12 - (Anonymous). (2007). $90/Tonne for Carbon. In The Land. Retrieved from http://www.theland.com.au/news/agriculture/agribusiness/general-news/90tonne-for-carbon/54723.aspx

13 - Halweil, B. (2006). Can Organic Farming Feed Us All? In WorldWatch Institute. Retrieved from http://www.worldwatch.org/node/4060



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