Pequenos ERROS necessitam Pequenas Correções.


Pequenos detalhes que fazem muita diferença para os diabéticos, quando o assunto é controlar os níveis glicêmicos.


A Lei dos Pequenos Números. 
30 de setembro de 2015
Texto traduzido por Regiany Floriano. O original está aqui. 


O objetivo do livro do Dr. Bernstein, "A Solução da Diabetes", é que as pessoas consigam manter seus níveis de glicose no sangue normais (níveis de não-diabéticos). Não há nenhuma razão para que devamos nos contentar com a montanha-russa das subidas e descidas dos níveis glicêmicos (e de volta para cima) todos os dias. Esta instabilidade causa danos incalculáveis em todas as células dos nossos corpos. Nós, como diabéticos, merecemos os níveis de glicose no sangue normais, o mesmo que não-diabéticos.

O conceito primário da gestão de Diabetes que o Dr. Bernstein recomenda para atingir números normais de glicose no sangue, é "A Lei das Pequenas Quantidades".

Este conceito é tão incrivelmente simples e direto que não faz muito sentido que ninguém tenha nos ensinado quando formos diagnosticados pela primeira vez.

Dr. B explica assim:

"Grandes cargas incidem em grandes erros; pequenas cargas determinam pequenos erros." 
A Solução da Diabetes do Dr. Bernstein (p 108).

“A chave é comer alimentos que irão afetar o açúcar no sangue de uma forma muito pequena e lenta. Pequenas cargas, pequenos erros”.  
A Solução da Diabetes do Dr. Bernstein (p. 110)

Se você comer pequenas quantidades de hidratos de carbono e injetar pequenas quantidades de insulina, você só tem que fazer pequenas correções. É revolucionário.

É claro que este conceito faz sentido, porque grandes doses de insulina são imprecisas, absorvidas de forma inconsistente e criam balanços horríveis nos seus níveis de glicose no sangue - não importa o quão preciso sejam seus cálculos de alimentos e de insulina.

Dr. B também recomenda dividir as doses maiores de insulina em 2 ou 3 locais pelo corpo, para aumentar a taxa de absorção. Não mais do que 7U por local de injeção (de insulina de ação rápida ou lenta), porque quanto maior a dose, maior a chance de se acumular sob a pele, criando um atraso na absorção e determinando um maior ataque de seu próprio sistema imunológico, vendo-a como um invasor estranho e tornando a insulina injetada menos eficaz.

Parafraseando e dando o exemplo do livro do Dr. Bernstein:

Digamos que você comeu uma grande porção de macarrão, que estima-se conter 84 gramas de hidratos de carbono (que era a antiga recomendação da ADA por refeição, recentemente reduzida para 45-60 g por refeição). O que você não sabe é que o rótulo na caixa de massas pode ter uma margem de erro de 20% (uma diferença de 17g de carboidratos para esta porção), então você na verdade acaba ingerindo aproximadamente 100g de carboidratos.

Você então injeta todas as 20u de insulina que você calculou baseando-se nos 85 gramas de carboidratos originais que você acha que você está comendo (que tem uma variabilidade de 29%, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Minnesota). Até agora, seus cálculos de insulina são já estão imprecisos em 20%, por causa dos carboidratos extras e você está adicionando outra variabilidade de 29% com base na grande dose de insulina. 

Exclusivamente com base nas 20 unidades de insulina de ação rápida, você tem uma variação dos níveis de açúcar de sangue em 240 mg/dl, mais a variável dos hidratos de carbono adicionais do rótulo impreciso dos alimentos.

Então você testa o seu açúcar no sangue para ver o seu nível pós-refeição (pós prandial) de glicose no sangue e é +400 e você não tem ideia do que aconteceu.

Este é um exemplo dramático, mas bem familiar.

Se você remover as grandes quantidades de insulina / carboidratos e as conjecturas e incertezas que estas cartas fora do baralho criam, os altos e baixos da montanha russa acabam.

Os resultados são números de glicose no sangue muito mais consistentes.

Se você está seguindo a lei dos pequenos números e você tiver um erro de cálculo de carboidratos ou na dosagem de insulina, por estar comendo apenas pequenas quantidades de carboidratos, o resultado pode ser uma variação de glicose no sangue de 120-140mg/dL, em vez de 400.

Se você estiver usando uma bomba de insulina e tiver uma falha no local da aplicação, você vai perceber bem antes que o seu nível de glicose no sangue atinja 200mg/dL, porque você está reduzindo a variável dos alimentos.

PEQUENOS ERROS NECESSITAM PEQUENAS CORREÇÕES.





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