Meu primeiro ano Paleo LOW CARB...



Foi um ano Intenso!
Se fosse um regime, com certeza eu não aguentaria mais que uns 2 ou 3 meses. SE eu conseguisse atingir o peso alvo, quem garante que eu conseguiria mantê-lo?
Comecei a Low Carb como uma experiência para emagrecer e hoje não penso em voltar a comer como antes. Ser Low Carb é muito bom!
Emagreci e posso continuar emagrecendo até quando quiser, sem fome, sem pressa, pois o peso é só um detalhe quando o que eu mais ganhei foi muito mais saúde!


LOW CARB

Para muitos estas palavras em inglês soam um tanto estranhas, aliás, há pouco mais de um ano eu também nunca tinha ouvido falar nisto: LOW CARB = Baixo Carboidrato ou LCHF = Low Carb, High Fat = baixo carboidrato, alta gordura.


LOW CARB não é um regime hipocalórico, não é pra passar fome. É um estilo de alimentação onde a satisfação é que determina a quantidade ingerida. Escolhendo os alimentos certos, faço um ou duas refeições por dia e não há necessidade de lanchinhos.

Muito importante é LER, ler muito e também entender como funciona nosso corpo. O lugar onde tem muita informação atualizada, baseada em artigos científicos, explicados de maneira bem acessível é o Blog do Dr Souto.


Como era...

Sempre soube que uma alimentação "saudável" seria composta por várias porções de cereais e grãos integrais, frutas, vegetais, fontes de proteína e pouca gordura. Mas seguindo esta recomendação e mesmo frequentando a academia rotineiramente, ano a ano eu vinha engordando aos poucos e a briga com a balança estava cada vez mais difícil. 

Então decidi que eu teria que fazer alguma coisa diferente, para obter resultados diferentes, mesmo que fosse difícil. A maneira como cheguei às informações certas e como foram meus primeiros dias e meses está descrita aqui, Mas uma coisa é certa: se eu não tivesse me desafiado a passar pelo menos um mês sem comer grãos, evitando os amidos e açúcares e sem medo da gordura natural dos alimentos, eu não teria dado o "primeiro passo" e com certeza estaria como antes...

Antes eu vivia pra comer. A minha “fome" era constante e desesperada, o que não passava de um ciclo vicioso, a necessidade de mais “carbos” disparada pela a insulina gerada pelos “carbos” já ingeridos desde o começo do dia.
Hoje eu como pra viver e de uma maneira bem tranquila, pois a fome é apenas um suave lembrete que eu preciso recarregar as energias. 


A mudança:


A pior fase foi dos primeiros dias até umas 2 semanas, coincidente com o período de abstinência do açúcar e do trigo - são substâncias viciantes, pode crer!

Reduzindo a ingestão de carboidratos, o corpo naturalmente volta a usar como "combustível" a gordura em vez da glicose. É a "cetoadaptação". Nosso corpo sabe exatamente como obter energia da gordura e até funciona melhor assim.
E antes que surja a dúvida, sim, o cérebro precisa de glicose, mas isto não quer dizer que ela tenha que ser ingerida.

Eu preferi fazer um corte radical dos carboidratos pra não correr o risco das compulsões por doces/amidos, muito comuns nesta fase de transição, e deu certo! Tem gente que prefere ir baixando gradativamente. Tanto faz, o importante é se dar a chance de pelo menos experimentar!

Esta primeira fase é que é o período "tenso" de provação, as tentações das coisas "carbentas" que gostamos são maiores, e é nesta hora que temos que resistir mesmo. A disciplina e o perfeccionismo de virginiana me ajudaram bastante, ainda bem! rsrsrs

O primeiro mês passou rapidinho e como me adaptei muito melhor ao novo jeito de comer, não voltei mais ao "padrão original", ou seria "alimentação saudável"? Hoje eu considero loucura ter mais de 50% da ingestão diária em carboidratos.

Ah! Só pra não gerar nenhuma ideia equivocada, meu consumo diário total fica em torno de 1500 cals, em média 65% gordura, 20% proteína e 15% carboidratos, às vezes mais, às vezes menos.

Aqui está um resumo de como foi a mudança na alimentação e como fiz a contagem dos carbos no começo: Porque eu não conseguia emagrecer.



O dia a dia:

Meu cardápio lowcarb é baseado em Comida de Verdade. Não gosto muito de "rotular" as coisas, mas foi bom ter uma referência de um estilo de alimentação, mais natural, sem grãos, açúcares e produtos industrializados:a Dieta Paleo.
Não consumo muitos derivados do leite por causa da minha intolerância à lactose, e descobri que vivo muito melhor sem o trigo.

Meu regalo é o Chocolate! Amargo é o melhor, com mais de 70% cacau. Dois quadradinhos saboreados lentamente, são suficientes. 

Nunca consumi tantas verduras e gorduras!
Manteiga, banha, azeite de oliva e óleo de coco como neste ano! Isto sem falar nas costelinhas de porco, bacon, castanhas, ovos caipiras e abacates.Torresmo! Tudo o que antes eu evitava ou comia com peso na consciência... Agora eu sei que a gordura não faz engordar!

Mas todas estas "coisas gordas" foram consumidas ao longo de um ano, não quer dizer que eu me entupi de gordura, pelo contrário, a gordura dá tanta saciedade que a gente come um pouco e já fica satisfeita.


Menos Doce...

A sensibilidade do meu paladar voltou à configuração original, pois consigo sentir o real sabor dos alimentos. Agora meu corpo reclama se eu exagerar no consumo de açúcar, o que altera a minha concentração por algumas horas, além dos gases e da sensação de estufamento que aparecem quase que imediatamente.  Mas estas são particularidades minhas, não quer dizer que aconteça da mesma forma com todas as pessoas.

"Comer, só com fome"

Começo o dia às 6h e geralmente levanto sem fome, mas para despertar não dispenso meu “café turbinado”. Já me acostumei a não comer nada depois do café. A minha próxima refeição é o almoço, que pode ser a qualquer hora. Adoro esta liberdade! Chamo de almoço, mas poderia ser um brunch ou um lanche reforçado, o que for. O importante é comer até ficar saciada. A próxima refeição, será quando eu tiver fome novamente, o que leva um bom tempo... Resumindo, geralmente faço uma refeição principal e um lanche menor à noite, intercalados com o meu vício, o café. rsrsrs Deito entre 21 e 22h e durmo muito bem, muito melhor que antes!


O pecado da Gula...

Não tenho mais! Sabe aquele arrependimento dos exageros do final de semana, ou em outras ocasiões? Não acontecem mais, simplesmente por que agora sei a hora de parar de comer. A minha leptina (o hormônio da saciedade) voltou a funcionar! A comida simplesmente "não entra mais", depois que estou satisfeita.

Já pensou que maravilha passar as férias de final de ano na praia, comendo muitas coisas gostosas e voltar mais leve do que foi? Isto não tem preço!


“Dia do Lixo”?

Tô fora! Primeiro porque não sou lixeira e não vou me entupir de tranqueiras e segundo por que estou tão bem que não sinto falta das "gordices" que eu tanto adorava e pelas quais salivava. As coisas que não fazem mais parte da minha alimentação hoje, é por que de uma maneira ou de outra, me fazem mal.



Em casa...

Minha família também adotou novos hábitos, a começar pelo pão do café da manhã que foi substituído por ovos ou queijos, alimentos muito mais saudáveis e que saciam por muito mais tempo.
Eles não são tão low carb como eu, mas já reduziram muito a quantidade de carbos que comiam por dia. "Porcaritos" e refrigerantes os filhos consomem quando saem com os amigos, mas já pereberam que a comida de verdade é muito mais gostosa.

Hoje até na hora das compras ficou mais fácil. Quando estou com pressa, os produtos naturais e saudáveis geralmente estão todos próximos nos supermercados. Mas ultimamente só tenho ido ao mercado para comprar produtos de limpeza e de higiene (outros produtos industrializados que estou reavaliando...mas isto é outro assunto). A maioria dos alimentos frescos compro em feiras, as castanhas e afins em lojas de produtos a granel e a carne no açougue de confiança. Ovos caipiras, é claro!

A quantidade de lixo reciclável em casa diminuiu muito seguindo a filosofia MENOS RÓTULOS, e posso afirmar que houve diminuição nos gastos com alimentação também. Ou seja, estamos gastando menos e comendo melhor. Isso não é maravilhoso?!




O social...

Reconheço que tem uma parte ainda um pouco complicada nesta nova vida, principalmente quando se trata de reuniões sociais... Numa festinha de aniversário por exemplo, se eu não levar umas castanhas, passo só com água. Dependendo da cara dos docinhos, arrisco comer um ou dois brigadeiros para lembrar os velhos tempos, mas o bolo e os salgadinhos não! Incrível como o cardápio da maioria das festas tem só dois ingredientes principais: trigo e açúcar.

Num jantar com amigos numa pizzaria, já recebi olhares de reprovação, por deixar a massa de lado e comer só a cobertura, mas se não for assim, sou eu quem vai sofrer a ressaca do trigo: dor de cabeça, azia e estufamento. Melhor não comer e continuar bem!

Drinks Low Carb? Se for o caso, peço um limão espremido, uma dose de vodka, adoçante e uma garrafa de água para hidratar. Ou peço um Mojito lowcarb. Em casa já fiz Marguerita com essência de laranja no lugar do Cointreau e ficou muito boa. Os destilados são lowcarb desde que não somados com outras bebidas doces, sucos ou açúcar. 
A gente vai se adaptando, mas estão ficando mais raras as vezes que tomo drinks. Vinho, de vez em quando. Cerveja nunca gostei.



Dicas...



Quando vejo uma pessoa correndo na esteira, ou fazendo 2 aulas seguidas na academia há meses, na tentativa de perder peso sem nenhum resultado aparente, sinto vontade de dar umas dicas... Mas já aprendi que isto depende da vontade de cada um. É só falar em deixar de comer pão, pizza e doces, que a reação é sempre a mesma... Apesar de simples, algumas pequenas mudanças requerem muito esforço e determinação.



Há esperanças! 

No meu começo, quando comentei com uma amiga sobre uma dieta que eliminava os grãos e os açúcares, ela logo disse que não aprovava "dietas radicais". Depois de uns meses, ouvindo algumas coisas que eu relatava de vez em quando, ela quis saber mais e resolveu experimentar. Depois de sentir os benefícios, ela aderiu à Low Carb definitivamente! Agora trocamos receitas e tem horas que chega a ser engraçado, quando nos pegamos falando naturalmente sobre "coisas absurdas" para as outras pessoas (cozinhar com banha, comer tantos ovos, etc), mas bem normais pra nós. rsrsrs 


Os outros benefícios...

Foram duas coisas que me trouxeram muitos benefícios ao mesmo tempo: evitar o trigo e a redução dos carboidratos.
Além de diminuir o peso, de não ter mais vontade de comer o dia todo, melhorei do meu constante desconforto estomacal, minhas crises de enxaqueca diminuíram, não tenho mais espinhas, a minha pele está ótima e a celulite diminuiu um bocado! Tenho muita energia e disposição e o fantasma da depressão não me assombra mais como antes...
São tantas coisas boas, que não tenho como não querer "pregar" a low carb. A gente se apaixona por si mesmo e quer que os outros sintam o mesmo!



De outro mundo...

Alguns acham este estilo Low Carb interessante, mas preferem ficar na zona de conforto. Outros nem querem saber, consideram "insano". Cada um na sua... Eu estou muito bem assim e meus exames de saúde comprovam isto.

Pode ser estranho, mas de uns tempos pra cá, eu me sinto como se fizesse parte de outro mundo, bem diferente do qual eu vivia antes...

Penso diferente, me sinto diferente. Me sinto bem de mais!


A boa saúde está ao alcance de todos! 



Muitas coisas mudaram no meu relacionamento com a comida...
Quando vejo galinhas na estrada por exemplo, já penso em ovos fresquinhos. 

Pena que não tenho um galinheiro... ainda! rsrsrs
Sugestões de livros e programas sobre a Dieta Paleo - Low Carb? Veja aqui

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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.