A obesidade Infantil e o "Fator Amolação"


O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo pode chegar a 75 milhões em 2025, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera a obesidade infantil como um dos maiores problemas atuais de saúde e que estarão presentes no futuro. 


E o alerta é que essas crianças obesas se tornarão adultos obesos, que vão desenvolver diabetes, doença cardíaca, altas taxas de câncer e outros problemas de saúde. Segundo 
a comissão criada para o enfrentamento da obesidade infantil na OMS, "as pessoas têm que entender que crianças não são pequenos adultos. Portanto, a luta contra a obesidade entre esse grupo vai envolver uma estratégia diferente daquela empregada entre os adultos". 

Foto: Getty
“Eu quero um desses!” 
Quanto mais familiar à criança for personagem na embalagem de um produto, maior a possibilidade que ela atormente para comprar o produto.



O  "nag FAcTOR" = Fator Amolação/ TEIMOSIA:
 Como as crianças convencem seus pais a comprarem alimentos não saudáveis?


Artigo traduzido por Regiany Floriano. O original está aqui.

Claro que eles são divertidos e as crianças adoram, mas personagens de desenhos animados usados em marketing poderiam contribuir com a epidemia de obesidade, bem como criar filhos irritantes? Hoje, alguns pais encontram-se em uma batalha no corredor de cereais. Caracteres e logotipos reconhecíveis por crianças prontas para fazer repetidas solicitações para uma infinidade de produtos, incluindo alimentos e bebidas de baixo teor nutritivo.

Para entender melhor o impacto da mídia sobre a saúde das crianças, uma equipe de pesquisadores da Escola Bloomberg de Saúde Pública Johns Hopkins examinaram o "Nag Fator." O "Fator Amolação" (no sentido de teimosia, chateação, tornar-se irritante) que é a tendência das crianças que são bombardeadas com mensagens dos comerciais, para solicitar incansavelmente os itens anunciados. 

Os pesquisadores exploraram se e como as mães de crianças pequenas têm vivenciado este fenômeno e indicam estratégias para lidar com isto. Os resultados foram apresentados na edição de agosto 2011 do Journal of Children and Media.

"Como os pesquisadores continuam a investigar os fatores que influenciam a epidemia de obesidade infantil, a atenção muitas vezes se volta para a comercialização e consumo de junk food" (comida lixo), disse Dina Borzekowski, EdD, EdM, MA, autora sênior do estudo e professora associada ao Departamento da Escola de Saúde, Comportamento e Sociedade Bloomberg. “Claramente, as crianças não são os compradores primários nas famílias, então como as crianças são orientadas e como os alimentos de baixo valor nutricional e bebidas são introduzidos nas casas e nas dietas de crianças pequenas?”

Nosso estudo indica que, embora o uso geral da mídia não tenha sido associado com a teimosia, a familiaridade com personagens em comerciais de televisão foi significativamente associada com tipos globais e específicas de teimosia. Além disso, as mães citaram as embalagens, personagens e os comerciais como as três principais forças imperativas para seus filhos atormentarem".

Usando metodologias quantitativas e qualitativas, os pesquisadores entrevistaram 64 mães de crianças com idades entre 3 a 5 anos entre outubro de 2006 e julho de 2007. As mães responderam a perguntas sobre o ambiente doméstico, sobre elas próprias, a demografia de seus filhos, o uso da mídia, e padrões de alimentação, compra e as solicitações para compra de itens anunciados. As participantes também foram solicitadas a descrever suas experiências e estratégias para lidar com o "Fator amolação". 

Os pesquisadores selecionaram mães como entrevistadas, porque elas são mais propensas a agir como "guardiãs nutricionais" para o seu agregado familiar e controlar a compra de alimentos e preparação para crianças pequenas. Borzekowski e colegas descobriram que “chatear, incomodar, teimar” pareceu cair em três categorias: teimosia infantil, teimosia para testar limites, e teimosia manipuladora. 

As mães constantemente citaram 10 estratégias para lidar com a teimosia e as estratégias incluídas foram: ceder, gritar, ignorar, distrair, ficar calma e consistente, evitar o ambiente comercial (não levar os filhos aos supermercados), negociação e definição de regras, permissão de itens alternativos, explicar o raciocínio por trás de escolhas e limitar a exposição a propagandas.

"Nosso estudo indica que os teimosos manipuladores e os teimosos em geral aumentaram com a idade", disse Holly Henry, MHS, autora principal do estudo e doutoranda no Departamento de Saúde, Comportamento e Sociedade da Escola Bloomberg. "Quando se trata de estratégias mais comumente citadas para lidar com os teimosos, 36 por cento das mães sugeriram limitar a exposição a comerciais e 35 por cento das mães sugeriram simplesmente explicar às crianças as razões por trás de fazer ou não fazer certas aquisições. Ceder foi consistentemente citado como um das estratégias menos eficazes. Este estudo exclusivo oferece uma plataforma para futuras pesquisas e estratégias para diminuir os insistentes pedidos das crianças para itens anunciados".

Foto: Daily Mail

Borzekowski acrescenta: "Para lidar com a obesidade na infância, pode ser necessário limitar a quantidade de alimentos e bebidas em comerciais na televisão e outros meios de comunicação, o que pode diminuir a insistência dos filhos para os itens insalubres”.









Abaixo, mais alguns artigos relacionados a este assunto (copie e cole no seu navegador):

http://www.saude.br/index.php/articles/112-alimentos-e-publicidade/184-amolacao-uma-birra-inocente

http://www.funhen.com/comerciais-de-tv-e-seus-efeitos-sobre-criancas/

http://www.fmcsv.org.br/pt-br/acervo-digital/Paginas/obesidade-infantil.aspx

http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/





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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.