Leite Pasteurizado é uma Fonte de Cálcio?


O leite pasteurizado faz parte da alimentação de muitas pessoas que acreditam ser uma fonte de nutrientes. Mas infelizmente a verdade é bem diferente do que se pensa...

Os seres humanos não têm nenhuma necessidade nutricional que justifique o consumo diário de leite animal. Beber leite é um luxo relativamente recente, e os primeiros seres humanos evoluíram e sobreviveram por milênios sem ele. Na verdade, outros alimentos têm mais cálcio por porção do que o leite, por exemplo, brócolis, couve, rúcula, espinafre. Boas fontes também são sardinhas, nozes e sementes.


 Estudo com 100000 pessoas revela que isto causa morte precoce. 


Artigo traduzido por Regiany Floriano. O Original está  aqui.


O leite é a única bebida ainda empurrada agressivamente nas crianças como um alimento promotor de saúde, quando é exatamente o oposto - um alimento que promove a doença. Beber leite pasteurizado não é tão bom para a saúde em geral ou ossos, como a indústria de laticínios tem feito parecer. Na verdade, este conto de fadas de "leite fazendo bem para o corpo" está sendo exposto cada vez com mais frequência por muitos cientistas e investigadores independentes.

De acordo com um estudo em grande escala de milhares de pessoas suecas, o leite de vaca tem um efeito de deterioração na saúde quando consumidos a longo prazo. A pesquisa foi publicada no British Medical Journal (BMJ).

  O estudo, que acompanhou 61.433 mulheres com idades entre 39-74, por mais de 20 anos, e 45.339 homens de mesma idade por 11 anos, descobriu que pessoas que beberam mais leite de vaca, tinham maiores chances de morrer ou ter uma fratura óssea durante o período de estudo.

  Os riscos foram especialmente pronunciados para as mulheres, o grupo que mais recebe conselhos de que devem beber leite para ajudar a evitar fraturas ósseas resultantes da osteoporose.

  As mulheres que disseram que bebiam três ou mais copos de leite por dia tinham quase o dobro de chances de morrer durante o período de estudo do que aquelas que relataram beber apenas um. Um copo é definido como uma porção de 200 ml. Elas também tinham 16 por cento mais chances de ter uma fratura óssea em qualquer parte do corpo.



Por que Leite causa osteoporose e fraturas ósseas


A indústria de laticínios tem trabalhando duro nos últimos 50 anos para convencer as pessoas de que produtos lácteos pasteurizados como o leite ou queijo, aumentam os níveis de cálcio biodisponível. Isso é totalmente falso. 

O processo de pasteurização só cria carbonato de cálcio, que não tem absolutamente nenhuma maneira de entrar nas células, sem um agente quelante. Então, o que o corpo faz é “puxar” o cálcio dos ossos e outros tecidos, a fim de tamponar o carbonato de cálcio no sangue. O que este processo faz na verdade, é provocar a osteoporose.

Produtos lácteos pasteurizados contém muito pouco do magnésio necessário e na proporção adequada para absorver o cálcio. A relação mínima de Cálcio para Magnésio é de 2:1 e de preferência 1:1. Assim, o leite a uma razão de Ca/Mg = 10 para 1, é um problema. Você precisa colocar 1200mg de cálcio de origem láctea em sua boca, pra ter sorte se realmente absorver um terço.

Mais de 99% do cálcio do corpo está no esqueleto, onde proporciona rigidez mecânica. Produtos lácteos pasteurizados fornecem uma quantidade de cálcio mais baixa do que o necessário e o esqueleto é usado como uma reserva para satisfazer as necessidades. O uso a longo prazo de cálcio do esqueleto para atender a essas necessidades leva à osteoporose.

Os laticínios são empurrados sobre os americanos desde o nascimento, e eles têm uma das mais altas taxas de risco de osteoporose no mundo. Na verdade, as pessoas provenientes dos EUA, Canadá, Noruega, Suécia, Austrália e Nova Zelândia têm as mais altas taxas de osteoporose.

O teste para a pasteurização é chamado de teste alpha fosfatase negativa. Quando o leite é aquecido a 165 graus (a temperatura mais elevada dos leites UHT) a pasteurização é completa, a enzima fosfatase é 100% destruída. 
Adivinhem? 
Esta é a enzima que é essencial para a absorção de minerais, incluindo cálcio! Fosfatase é a terceira enzima mais abundante no leite cru e aqueles que bebem leite cru gozam do aumento da densidade óssea. Vários estudos documentaram uma maior densidade óssea e ossos mais longos em animais e em seres humanos que consomem leite cru em comparação com leite pasteurizado.

A mensagem que o estrogênio constrói ossos resistentes-a-fraturas (e previne a osteoporose) tem sido martelada nas mentes das mulheres ao longo das últimas quatro décadas pela indústria farmacêutica, que vende fórmulas para terapias de reposição hormonal, como Premarin e Prempro.  

Alimentos também aumentam os níveis de estrogênio no corpo e os alimentos lácteos são responsáveis por cerca de 60 a 70% do estrogênio (proveniente da alimentação) no corpo de uma pessoa. A principal fonte deste estrogênio são as modernas práticas agrícolas de ordenhar vacas continuamente durante toda a gravidez. Como a progressão da gestação, o teor de estrogênio no leite aumenta de 15 pg / ml a 1000 pg / ml.

O Conselho Nacional Laticínios gostaria que você acreditasse que "não há nenhuma evidência de que alimentos ricos em proteínas, como alimentos lácteos afetem negativamente o balanço de cálcio ou a saúde dos ossos." Mas essas mesmas pessoas sabem que isso não é verdade, e eles continuam: "O excesso dietético de proteínas, em particular proteínas purificadas, aumenta a excreção urinária de cálcio. Esta perda de cálcio poderia causar balanço negativo de cálcio, levando à perda óssea e osteoporose. Estes efeitos têm sido atribuídos a um aumento da carga ácida endógena criada pelo metabolismo de proteínas, o que exige a neutralização por sais alcalinos de cálcio do osso”.


Quanto mais leite você bebe, mais moléculas inflamatórias.

A explicação mais provável dos efeitos negativos do leite sobre a saúde é a inflamação causada pela galactose, um produto da decomposição da lactose, o principal açúcar do leite. Em um grupo separado de pessoas, a equipe descobriu que, quanto mais leite as pessoas bebem, mais moléculas inflamatórias estavam presentes em sua urina.

 Além do mais, as mulheres que relataram comer um monte de queijo e iogurte tiveram uma chance menor de fraturar um osso ou morrer durante o estudo, do que as mulheres que comeram pouca quantidade de produtos lácteos. Isso reforça a hipótese de inflamação, porque iogurte e queijo contêm muito menos lactose e galactose do que o leite.


Combustível de Câncer

Dos quase 60 hormônios, um deles, o poderoso hormônio chamado de fator de crescimento semelhante À INSULINA – Fator 1(IGF-1), por um capricho da natureza é idêntico em vacas e seres humanos.

Os alimentos que você come podem influenciar a quantidade de IGF-I circulante no sangue. As dietas mais elevadas em calorias totais ou em proteínas animais tendem a aumentar o IGF-I, e parece haver um papel preocupante desempenhado especialmente pelo leite.

Considere este hormônio como um "combustível" para qualquer câncer... (o mundo médico diz que IGF-1 é um fator-chave para o rápido crescimento e proliferação dos cânceres de mama, próstata e cólon, e nós suspeitamos que, provavelmente ele será encontrado promovendo todos os tipos de câncer). IGF-1 é uma parte normal de todo o leite... 
O recém-nascido precisa crescer rapidamente! O que faz 50% dos consumidores norte-americanos obesos pensarem que precisam de mais crescimento? Os consumidores não sabem nada sobre isso, porque eles não têm uma ideia do problema... Nem a maioria dos nossos médicos.

Os estudos financiados pela indústria de laticínios mostram um aumento de 10% nos níveis de IGF-1 em meninas adolescentes a partir de um litro por dia e o mesmo aumento de 10% para as mulheres na pós-menopausa a partir de 3 porções por dia de leite desnatado ou 1% de leite.

IGF-1 promove muito o crescimento indesejável do câncer e o envelhecimento acelerado. IGF-1 é um dos promotores mais poderosos do crescimento do câncer já descobertos. Super estimulação do crescimento por IGF-1 leva a envelhecimento prematuro demais e a redução dos níveis de IGF-1 é fator "antienvelhecimento".

Uma revisão publicada pelo Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer, em 1997, descobriu o risco de câncer em paralelo com o consumo de leite em numerosos estudos.






A pasteurização mascara o leite de baixa qualidade e destrói nutrientes e enzimas

Por que os humanos ainda bebem leite? Porque acham que é seguro devido à pasteurização. No entanto, o calor destrói um grande número de bactérias no leite e, assim, esconde a evidência de sujeira, pus e práticas lácteas sujas. É mais barato produzir leite sujo e matar as bactérias pelo calor, do que manter um estábulo limpo e as vacas saudáveis. 

Para combater o aumento de patógenos no leite, este passa por 4 processos de clarificação, filtragem, bactofugação (para eliminar determinados microrganismos) e dois tratamentos de desaeração (remoção do excesso de ar para manter o produto estável). Cada um destes tratamentos utiliza calor variando 100-175 graus Fahrenheit. Centrais leiteiras contam com muitos tratamentos térmicos para mascarar suas condições sanitárias inferiores: leite cheio de pus, esterco e resíduos. Relatórios de Consumidor encontraram em 44% das 125 amostras de leite pasteurizado, que continham até 2200 organismos por centímetro cúbico (bactérias fecais, coliformes).

A pasteurização destrói a vitamina C e vitaminas do complexo B solúveis em água diminuindo o valor nutricional do leite. Cálcio e outros minerais também tornam-se indisponíveis pela pasteurização. A reação de Maillard, uma reação química entre proteínas e açúcares, ocorre em calores mais elevados e provoca o escurecimento, descoloração do leite.

Fermentos lácteos, proteínas, anticorpos, bem como hormônios benéficos são mortos pela pasteurização do leite, resultando em um produto desvitalizado 'sem vida'. Fermentos lácteos ajudam a digerir a lactose e ambas as enzimas e proteínas do leite ajudam a absorver vitaminas. Enzimas protetoras no leite são inativadas, tornando-o mais suscetível à deterioração.

Em geral, o leite pasteurizado não é uma bebida que possa ser recomendada para manter ou melhorar a saúde. Não tem nenhum valor nutricional significativo e existe um risco muito maior em consumi-lo do que não. Há também uma série de alternativas, incluindo o leite de coco, leites de nozes (ou seja, amêndoa, castanha de caju), que excedem em muito o leite de vaca convencional em termos de nutrição e propriedades promotoras de saúde.

Natasha Longo é mestre em Nutrição, instrutora de fitness certificada e conselheira nutricional. Ela presta consultoria sobre a política de saúde pública e contratos públicos no Canadá, Austrália, Espanha, Irlanda, Inglaterra e Alemanha.


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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.