LANÇADO O PRIMEIRO TESTE PÚBLICO DO MUNDO PARA O GLIFOSATO DA MONSANTO


Um assunto pouco divulgado no Brasil, o maior consumidor de glifosato...

Texto traduzido por Regiany Floriano, o original está aqui.

1º de maio de 2015
Em primeira mão, o projeto lançado pela ONG "Feed The World" na quinta-feira, oferece um teste exclusivo para o glifosato disponível para o público em geral. O projeto foca especificamente nas mulheres e crianças dos EUA, oferecendo o primeiro teste público de glifosato LC / MS / MS já validado para a urina e água e em breve, leite materno. Isto poderia levar a uma proibição da venda e uso do glifosato – o herbicida número um do mundo!

O anúncio Organização Mundial da Saúde (OMS), em março chocou a indústria de biotecnologia global (OGM), classificando o seu produto químico mais rentável - o glifosato - como um "provável carcinógeno humano".

Henry Rowlands, Diretor da "Feed the World" afirmou nesta quinta-feira:

"O glifosato é a espinha dorsal do nosso atual sistema agrícola, que nos oferece alimentos, água e ar tóxicos. O nosso objetivo é banir o glifosato, permitindo que o público informe-se sobre os níveis de glifosato encontrados em seu próprio corpo e de sua família. "Feed The World" também fornecerá uma plataforma com alternativas de agriculturas rentáveis ​​que permitam aos agricultores, as empresas e os governos mudarem o rumo para um futuro melhor, não-tóxico para os nossos filhos. "

O teste do glifosato validado patrocinado por "Feed The World" vai permitir que o público em geral saiba com certeza os níveis de glifosato encontrados em seus corpos e na sua água da torneira.

Estudos-piloto de pequena escala anteriores, concluídos em 2014, mostraram que o glifosato foi encontrado no leite materno de mulheres americanas, na urina e na água, mas devido ao método do teste ELISA utilizado nestes testes a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e outros reguladores do governo foram capazes de ignorar os resultados. 

A “Feed The World” encomendou e patrocinou um novo método de teste validado LC / MS / MS (cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massa tandem) que irá aumentar a pressão sobre a EPA e outros órgãos reguladores para tomar medidas sérias sobre os herbicidas à base de glifosato, e potencialmente proibir o glifosato.  

Margaret de Mar, 31 condessa de Mar, membro da Câmara dos Lordes do Reino Unido, afirmou:

"É para as mulheres do mundo que devemos nos voltar se as futuras gerações serão capazes de levar uma vida plenamente saudável. O glifosato é conhecido por, provavelmente, causar câncer e outras condições médicas que ameaçam a vida e ainda pode ser encontrado em toda parte. Como indivíduos não podemos saber se nós ou nossos filhos estamos ou não afetados. 

Este projeto notável permitirá às mulheres do mundo descobrirem se o glifosato está em seus corpos ou no abastecimento de água, para aprender a evitar novas exposições e, finalmente, a se unirem para mostrar que não vamos mais tolerar o glifosato na nossa alimentação, na água, ou no ar. "

ONGs e mães blogueiras de todo os EUA, incluindo a Associação de Consumidores Orgânicos e Mamavation já se inscreveram para promover o teste.

O projeto “Feed the World” também inclui um Declaração dos Direitos Mulheres e das Crianças, que será apresentado ao Senado dos Estados Unidos em outubro, clamando por uma eliminação progressiva e proibição total das vendas de herbicidas à base de glifosato antes do final de 2018.

A criação do processo de validação para o teste do glifosato, bem como os testes públicos para a urina e água é realizado por um laboratório altamente considerado nos EUA, cuja identidade permanecerá confidencial até o final de 2015, quando eles vão publicar o método integral peer-reviewed em uma revista científica. O teste público do leite materno também vai começar mais tarde em 2015.

Dr. Paul Winchester, professor clínico na Divisão de Neonatologia, Escola de Medicina da Universidade de Indiana e Diretor da unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) no St. Francis Hospital declarou:

"Bravos e interessados cidadãos
​​terão de agir se a real extensão da contaminação por pesticidas for reconhecida. Estamos oferecendo uma chance de nos testar para o herbicida mais utilizado na história da humanidade. 

RoundUp (o herbicida à base de glifosato da Monsanto) é usado para tanto matar as ervas daninhas como também para dessecar culturas antes da colheita. Pode ser encontrado em águas subterrâneas, nas águas dos rios, chuva, neve, solo e alimentos e os níveis estão aumentando. 

Tem RoundUp em você? Está no seu bebê? Este herbicida está impresso no DNA dos nossos descendentes? Estas são as perguntas que nós esperamos que você nos ajude a responder. O EPA não fará. O governo não fará. As empresas químicas não farão. Os agricultores não farão. Nossas redes de supermercados não farão. Se não fizer xixi em um copo e pagar para a análise ninguém vai fazer. Eu espero que você nos ajude a descobrir a verdade."

 A resposta ao projeto, esperada pela indústria que produz herbicidas à base de glifosato, é que os níveis encontrados em humanos são 'seguros'. No entanto, a “Feed the World” tem proporcionado uma base de dados com informações muito claras que identificam muitos perigos ambientais e para a saúde relacionados ao glifosato, incluindo provas de que as doses de glifosato consideradas "seguras" pela indústria e pelos órgãos reguladores governo, agora têm demonstrado serem "tóxicas".

"Esperamos que, no mínimo, estados - e, eventualmente, o governo federal - exijam a rotulagem obrigatória dos alimentos que contenham organismos geneticamente modificados, 84 por cento dos quais são cultivados com glifosato e provavelmente contêm resíduos de glifosato", disse Cummins. "Mas, fundamentalmente, este produto químico perigoso deve ser proibido."
Para obter informações sobre como solicitar o teste, clique aqui.



De acordo com um artigo recente do New York Times, a primeira vez que o EPA declarou glifosato um agente carcinogênico humano foi em 1985, mas mais tarde, sob pressão da agência de biotecnologia, reverteu essa decisão.

No ano passado, um representante do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos disse que o USDA não testa resíduos de glifosato nos alimentos porque é "muito caro."


Um número crescente de cientistas estão arriscando serem atacados pela indústria da biotecnologia, liberando estudos que ligam glifosato ao câncer, insuficiência renal e hepática, defeitos de nascimento, infertilidade, aumento do risco de alergias e ordens digestivos, entre outras doenças crônicas.

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