Porque eu não conseguia EMAGRECER


Há tempos eu queria perder uns quilos que vinham se acumulando aos poucos ao longo dos anos, mas fazer regime para mim era como uma punição...  Passar fome, me segurar pra não comer e ainda por cima aguentar a terrível dor de cabeça que vinha no final do dia. Será que eu precisava sofrer tanto assim?

Eu tentava, mas só conseguia levar a sério por algumas semanas as torradinhas com pouca margarina, carne magra sem gordura, frutas, iogurte light, sucos, etc. Porque eu tinha que sofrer tanto? Eu estava fazendo tudo certinho! Será que para as outras pessoas era mais fácil?

Tentei emagrecer sozinha, simplesmente reduzindo o tamanho das porções, evitando os excessos, mas não dava muito certo, a fome era minha inimiga... Tentei seguir com acompanhamento de nutricionistas, que me passavam uma dieta de 1500cals, (o velho esquema fracassado de comer menos e gastar mais calorias) mas do mesmo jeito eu chegava no final do dia, morrendo de fome, com dor de cabeça, irritada e fraca. Sem contar aquela sensação de frustração...

Depois de muitos anos tentando diminuir o peso na balança, ou pelo menos tentando evitar que aumentasse mais, descobri minha salvação! Antes tarde do que mais tarde... ou nunca, né?

Simplesmente comer como nosso corpo funciona melhor!

Nosso corpo pode obter energia tanto da gordura quanto do açúcar (carboidratos), mas funciona melhor se eu ingerir pouca quantidade de carboidrato e mais gordura, o que em inglês: é LOW CARB, HIGH FAT (LCHF).

Ah. Antes de mais nada, leia este artigo sobre o colesterol, risco de doenças cardíacas e a gordura da dieta. E perca o medo da gordura natural dos alimentos.

Quem segue a abordagem Low Carb, já sabe do que estou falando, mas pra quem chegou agora, fica mais fácil entender comparando as duas abordagens nutricionais, a Convencional e a do Baixo Carboidrato.

Fiz uma comparação entre as duas formas de comer, a primeira que eu chamo de SOFRIMENTO = um regime hipocalórico, contando as calorias, com pouca gordura, com mais frutas, com a participação de muitos produtos (industrializados) light e diet e várias pequenas refeições ao dia. Saldo = fome, fraqueza, dor de cabeça, desistência, frustração. Podia até ficar mais leve na balança, mas estava perdendo massa magra também = menos músculos. E como era um regime temporário, assim que eu voltasse à minha alimentação normal, o peso voltava ao "normal".

E o segundo quadro, a LIBERDADE, onde eu como até ficar satisfeita, fico saciada por mais tempo devido a maior quantidade de gordura. Saldo = saciedade, disposição, saúde, confiança, sem dor de cabeça, poucas refeições no dia. Fico mais leve, mas preservo minha massa muscular e ainda queimo gordura corporal, a começar pela gordura abdominal.

Achou loucura? No começo eu também achei. Mas é o tipo de coisa que a gente só acredita, sentindo. Experimentei e gostei!

Vamos ver uma breve comparação entre um um dia seguindo regime alimentar "Low Fat" = com baixa quantidade de gordura e alta quantidade de carboidratos (provenientes na maior parte pelos 'grãos integrais saudáveis') e um dia seguindo uma dieta Low Carb = com alta quantidade de gordura e baixa de carboidratos.

Ambos são exemplos de cardápios aleatórios, onde a quantidade de proteína pode variar pouco, ficando entre 15 a 20% das calorias totais. A maior diferença fica na quantidade de gordura x carboidratos. A quantidade de carboidratos a ser considerada é a dos carboidratos líquidos, que são os que realmente serão absorvidos, excluindo as fibras.

Nos dois diários feitos no Fat Secret, as calorias totais são as mesmas, a diferença é que seguindo a Low Carb, a quantidade de carboidratos fica abaixo das 50 gramas (para quem quer perder peso rapidamente) e na low fat, a quantidade de carboidratos ficou acima das 150g. As quantidades de gordura também são inversas.

Dá uma olhadinha neste gráfico da curva dos carboidratos esquematizada pelo Mark Sisson. Vendo desta forma, a dieta da baixa gordura está na posição "ganho de peso insidioso"! Eis a resposta por que eu não conseguia emagrecer.

Se você quiser entender um pouco mais sobre a quantidade de carboidratos recomendada, veja este artigo, mas a informação básica é NÃO ELEVAR A INSULINA que é liberada em resposta à alta quantidade de açúcar no sangue, decorrente da grande quantidade de carboidratos (amidos) ingerida.

Neste primeiro diário, seguindo um regime de baixa gordura e mais carboidratos, normalmente a pessoa fica com fome (porque ocorre a elevação da glicemia e consequentemente da Insulina) então sente a necessidade de se alimentar em períodos curtos de 3 horas ou até antes. Chega no final do dia com uma fome danada! Haja resistência pra não atacar a geladeira, a despensa e até as guloseimas dos filhos!








Agora analise abaixo um diário seguindo uma dieta de baixo carboidrato. Observe que não há ingestão de grãos, amidos (batatas e outros tubérculos) e açúcares (exceto o natural das frutas). A gordura ingerida também é proveniente de fontes naturais (manteiga, óleo de coco e azeite, abacate, bacon) e não de óleos refinados (óleo de soja e margarinas).

Outro detalhe, depois de alguns meses, o meu café da manhã passou a ser só o café turbinado, que tomo às 6 da manhã e a próxima refeição é o almoço. Eu não sinto fome pela manhã, mas me obrigava a comer, pois acreditava que o café da manhã é a refeição mais importante do dia... Agora sigo o meu relógio biológico, não o relógio determinado pelas convenções.
Se eu quiser enganar o estômago, como umas castanhas ou algumas outras opções de lanches low carb, mas só um punhadinho já é suficiente. Outro detalhe, tem dias que nem chego a ingerir as 1500 calorias, simplesmente porque "não cabem".
Depois de quase dois anos seguindo a lowcarb, me aventurei a ficar em jejum por mais de 20 horas e cada vez que faço isto, é uma sensação de evolução. Já cheguei a ficar 38 hs em jejum. A gente vai se conhecendo e se surpreendendo com as coisas que nosso corpo pode fazer! Liberdade!

Fiz uma mudança radical, como dá pra ver. Retirei os grãos da alimentação principalmente o trigo, e reduzi drasticamente o consumo de açúcares/amidos e frutas doces (banana, mamão, manga).


É bem simples, não tem fases, nem dificuldades. Priorizei comida de verdade, ou seja, alimentos naturais, evitando ao máximo os produtos processados, passo longe dos light e diet, além dos adoçantes. Refrigerantes, massas prontas, condimentos e a maioria dos alimentos industrializados estão fora. Como chocolate sim! Mas o chocolate amargo de verdade, com mais de 70% de cacau, que em 25g de chocolate tem 5g de carboidratos. Nada de chocolate açucarado ou ao leite.

Saldo = menos 1 quilo por mês (em média). Tem gente que perde mais, outros vão mais lentamente, cada um reage de um jeito. Mas depois que e gente sente as maravilhas, não volta mais. Comigo pelo menos está sendo assim, há mais de seis meses  um ano e meio dois anos três anos.

Não vou emagrecer até sumir, o corpo também regula isto. Depois de atingir o peso alvo, posso adequar a quantidade de carboidratos para manutenção do peso, ficando entre 50 a 100 gramas /dia.
O mais legal é um dia acordar e ver que voltei ao peso de solteira, algumas décadas depois! Isto não tem preço!!!

Não precisa contar pra ninguém, se não quiser... rsrsrs Veja os resultados por si só. Nos primeiros dias o corpo sente um leve fraqueza, mas que logo é substituída por uma energia e disposição invejáveis. E o melhor de tudo: a ansiedade e a vontade de comer o tempo todo, simplesmente SOMEM!

Leia: Cansei de ser gorda, agora sou LOW CARB

Uma coisa importante: seguir uma dieta Low carb, é um estilo de vida. Isto quer dizer, que se você deixar de reduzir os carboidratos depois de atingir o peso desejado e inserir pães, bolos, pizzas, etc, na sua alimentação diária, o peso sobe, a briga com a balança volta a acontecer e o pior, aquela vontade de comer o dia todo, também... Leia muito, informe-se, e o acompanhamento de um médico ou nutricionista que segue a abordagem low carb, pode ajudar muito, principalmente no começo.

Mensagem final do Dr. Souto:
1) Low carb não é perigoso;
2) Low carb é saudável;
3) Low carb é MUITO mais eficaz do que outras dietas para perda de peso;
4) Nenhum método é 100% eficaz para 100% das pessoas.


Veja como eu estava depois de UM ANO DE PALEO - LOW CARB  e o meu "ANTES e DEPOIS".


Mais alguns artigos interessantes:

Quantos carboidratos você deve comer por dia pra perder peso

Um guia de refeições Low Carb

Reaprendendo a comer GORDURA



Sugestões de livros e programas sobre a Dieta Paleo - Low Carb? Veja aqui


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 As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.