Como comecei...

Tudo começou na metade de 2014, pesquisando sobre Diabetes Tipo 2... Coisa comum hoje em dia em muitas famílias e na minha não é diferente.
Volta e meia eu caía no blog do Dr. Souto e muitas coisas escritas lá não eram do meu conhecimento...
Fiquei intrigada com tanta informação nova! Fui passando pelas páginas e vendo quanta coisa estava acontecendo, que eu nunca tinha ouvido falar! Admiro a disposição e generosidade do Dr. Souto em nos apresentar uma nova vida = Low Carb!

Coincidentemente estava me consultando há mais de um ano com gastroenterologista pra tentar resolver a azia e má digestão constantes. Minha gastrite de anos atrás continuava lá, e as descobertas mais recentes eram o refluxo e uma intolerância a lactose. Mesmo tomando a lactase para digerir o açúcar do leite, os sintomas não se resolveram, só em parte. E a cada consulta, mais remédios pra tomar...

Foi então que resolvi aplicar o que estava lendo nos blogs e livros*:
1° - retirar os grãos da alimentação (a começar pelo trigo),
2° - aplicar os princípios da comida de verdade (seguindo a abordagem da Dieta Paleo) e
3° - diminuir a quantidade de carboidratos e aumentar a de gordura = dieta LOW CARB / HIGH FAT.

Confesso que não foi muito simples, afinal parece que TUDO tem trigo!
No primeiro dia, sentei pra tomar café da manhã e minhas opções pra começar o dia eram: pão multi-grãos, biscoito de gergelim com trigo integral, aveia que acompanharia a fatia de mamão ou ainda a granola com leite. Sem ter preparado nada de véspera, recorri aos ovos cozidos. E assim começou uma nova fase na minha vida.


Como a maioria das pessoas atualmente, eu também brigava com a balança e sentia uma compulsão constante por comida. A minha maior tortura era passar o dia inteiro me segurando para não comer tudo o que minha cabeça pedia. Nunca fiz nada muito drástico em questão de regimes, tentei acompanhamentos com nutricionistas que duravam pouco tempo, já que as dietas hipocalóricas aumentavam a frequência das minhas dores de cabeça (enxaqueca). Mesmo praticando atividades físicas rotineiramente, não emagrecia. Então eu tentava pelo menos controlar o peso, evitando as coisas que aumentavam ainda mais a minha compulsão por comida, coisas como pão branco, arroz branco, doces, macarrão, polenta, etc.

Nunca fui obesa, mas depois dos quarenta, meu corpo já não respondia tão rápido quanto antes. Então meus objetivos iniciais nesta mudança da alimentação seriam melhorar a digestão, ganhar saúde e perder peso. Uma das coisas que aprendi é que o corpo só emagrece se estiver com saúde.

Com muita leitura e muita determinação, devagar consegui eliminar um quilo por mês (tem gente que emagrece mais rápido, mas cada um é de um jeito).

No começo não divulguei muito que eu estava fazendo uma “dieta radical”, achei melhor ficar quieta e seguir com “minha experiência sem grãos e com gordura insana”. rsrsrs Afinal, com tudo que sempre ouvimos sobre a gordura saturada, cair de boca nos ovos e bacon seria um suicídio!
E quando alguém me perguntava por que eu não estava comendo tal coisa (geralmente feita com trigo), só dizia que descobri uma sensibilidade ao glúten, o que não deixa de ser verdade.

A escolha de mais “alimentos” e menos “produtos” = MENOS RÓTULOS, sem embalagens, sem códigos de barras, sem inúmeros ingredientes estranhos, associada à retirada do trigo e a diminuição dos carboidratos (cortando alimentos com alto índice glicêmico, como açúcares e amidos), me deram uma sensação tão boa, coisa que eu nunca tinha sentido: uma paz misturada com liberdade.

Parece meio estranho, mas é assim mesmo. A PAZ vem do meu cérebro quieto, calmo, sem me pedir pra comer o tempo todo e a LIBERDADE, é de poder comer só quando estivesse realmente com fome. Uma coisa ótima! As minhas crises de enxaqueca diminuíram consideravelmente em frequência e intensidade. Que maravilha!!!

Em seis meses minha saúde melhorou muito. Percebi minha sensibilidade ao trigo pela ausência da dor na lombar, que me acompanhava nos últimos 3 anos; pela azia, má digestão e refluxo que praticamente desapareceram; pelas minhas unhas que cresceram, pois antes só quebravam e lascavam; diminuiu a queda de cabelo; minha pele, mais viçosa e sem espinhas; meu corpo um pouco mais magro, com muita disposição e agilidade; minha mente que está bem mais rápida e meu sono, quase de criança... rsrsrs. Uau!!! E o melhor, não tenho mais aquele medo de não conseguir manter o peso, por que agora sei como meu corpo funciona.

Infelizmente as pessoas diabéticas na minha família continuam diabéticas, pois seguem à risca os conselhos médicos tradicionais e por já terem idade avançada, resistem muito a "mudanças radicais", por mais que eu tenha aproveitado cada oportunidade para esclarecer o bem que uma alimentação de baixo carboidrato faria.

Este é o relato de como comecei, primeiro com a informação, depois na prática. Por isto estou aqui, publicando o que considero importante, na esperança de gerar uma inquietação em outras pessoas a estarem mais informadas e poderem evitar tantos remédios e sofrimento à medida que a idade avança.
Se quiser ler, também fiz um relato depois de Um Ano de Paleo Low Carb e o meu ANTES e DEPOIS.

* Alguns livros que eu li e recomendo: "Barriga de Trigo" do Dr William Davis e "Dieta da Mente" do Dr David Perlmutter e "Por que Engordamos" do Gary Taubes.


Alguns artigos interessantes:

Você não come mais pão?

Porque eu não conseguia emagrecer

Quantos carboidratos você deve comer por dia pra perder peso

Um guia de refeições Low Carb

Gordura não te faz engordar



Sugestões de livros sobre a Dieta Paleo - Low Carb? Veja aqui 



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As informações contidas neste blog são relatos pessoais, ou artigos traduzidos com as devidas referências, não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer condição médica e não devem ser usadas como um substituto para o cuidado e orientação de um médico / nutricionista.