MENOS RÓTULOS

MENOS RÓTULOS, menos embalagens, menos ingredientes químicos, comer comida de verdade seguindo os princípios das dietas Paleo, Primal na versão Low Carb. Oi?

Mas o que é isto afinal?
Dieta Paleo, Primal são denominações para dietas baseadas na forma de alimentação dos nossos ancestrais do período Paleolítico, antes da introdução da agricultura, comendo como nosso corpo ainda está programado para funcionar. Naquela época não existiam os grãos (trigo, aveia, leguminosas como feijões, ervilhas, amendoins, milho, soja, etc), açúcares e o leite bebido era só o que as mães produziam para seus filhos. A alimentação era do que colhiam e do que caçavam, ou seja: verduras, frutas, algumas raízes selvagens, carne da caça, peixes e insetos.
A diferença entre “Dieta Paleo” (patenteada pelo Dr. Lorein Cordain) e a “Dieta Primal” (criada por Mark Sisson) é que a primeira é mais restrita por ser mais fiel, já a segunda seguindo os fundamentos da Dieta Paleo, adapta o que temos disponível nos dias de hoje, agregando alimentos saborosos, fonte de nutrientes de alta qualidade e saciantes, como os derivados do leite por exemplo.

Já LOW CARB significa baixa quantidade de carboidrato ingerida (restrição de açúcares e frutas, amidos e farináceos) e pode estar associada à alta quantidade de gordura (neste caso LOW CARB HIGH FAT = LCHF). Esta gordura deve ser obtida das carnes, peixes, ovos, vísceras e óleos naturais como de coco, de abacate, azeite de oliva, evitando as frituras e óleos refinados (soja, girassol, algodão e canola). Há restrição de leite devido à lactose, o açúcar do leite, mas iogurtes, queijos gordurosos, o creme de leite (nata) e a manteiga estão liberados dentro da cota diária. A quantidade de carboidratos consumida por dia seguindo uma dieta Low Carb varia com a necessidade, podendo ser de 20g a no máximo 150g/ dia (ou menos de 23% das calorias diárias), seja como tratamento terapêutico (diabetes, problemas neurológicos e outras indicações), para perda de peso ou manutenção do peso. Acima de 150g de carboidratos por dia são recomendados apenas para atletas de alto desempenho, para ganho de peso e gestantes / lactantes. Mas... cada pessoa reage de um jeito, tem que

Aprendendo com os princípios acima, reduzi o consumo de açúcares, de farináceos (trigo e soja principalmente), de tubérculos (batatas, mandioca), de alimentos processados (macarrão, biscoitos, pratos congelados, refrigerantes, sucos de caixinha, barrinhas de cereais..., etc.), comecei a usar banha de porco e manteiga ao invés de óleo refinado para cozinhar.
Apesar de ter me acostumado a ler os rótulos dos produtos antes de colocar no carrinho, tenho comprado cada vez menos produtos embalados. Agora dou preferência aos alimentos comprados nas feiras livres, de produtores locais e nos açougues de confiança. O armário da despensa tem ficado meio vazio, mas a geladeira está sempre cheia de "plantas", manteiga, toucinho, iogurte natural, carnes e ovos, muitos ovos. Enfim, priorizei a escolha dos alimentos, procurando comer COMIDA DE VERDADE com MENOS RÓTULOS.

Mas o porquê disto: SAÚDE!

Imagine quantas substâncias estranhas nosso organismo tem que lidar quando ingerimos refrigerantes, alimentos processados, frituras em óleo vegetal hidrogenado. E imagine como o organismo é sobrecarregado quando a quantidade de açúcares (leia-se carboidratos provenientes das farinhas refinadas, amidos, doces, sucos "naturais", etc) é muito superior à que precisamos por dia.
As recomendações nutricionais das últimas décadas, de trocar a gordura animal pelos "grãos saudáveis", estavam totalmente equivocadas e a maior prova disto é o aumento das taxas de obesidade, diabetes Tipo 2, Síndrome Metabólica, hipertensão e outras doenças atuais que não eram comuns até a metade do século passado. Veja fotos antigas, da sua família mesmo, e procure pessoas com sobre peso.

Então vamos REaprender a comer! Comer os alimentos mais nutricionalmente densos disponíveis e que você tolera bem. Usar as lições do passado para ajudar nas escolhas no presente. Comer alimentos não transformados: animais, frutos do mar, legumes, raízes, tubérculos, gorduras saudáveis, e "alimentos tradicionais" quando você pode - incluindo leite, se isso funciona para você.

Não é tão fácil sair da zona de conforto e mudar alguns hábitos há tanto tempo "enraizados", mas sabendo que alguns deste hábitos poderão ter serias consequências na sua saúde no futuro, quanto antes as mudanças começarem, por mas tempo você terá mais saúde!

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