23 de agosto de 2016

Desvendando os rótulos dos alimentos


A leitura dos rótulos é um negócio complicado.


Os consumidores estão mais conscientes sobre saúde do que nunca, então os fabricantes de alimentos usam truques enganosos para convencerem as pessoas a comprarem seus produtos.


Eles costumam fazer isso, mesmo quando o alimento é altamente processado e insalubre.


Os regulamentos por trás de rotulagem de alimentos são complexos, por isso não é de estranhar que o consumidor em geral tenha dificuldades para compreendê-los.


Este artigo explica brevemente como ler os rótulos dos alimentos, e como diferenciar o "lixo" dos alimentos verdadeiramente saudáveis.

Artigo publicado no site Authority Nutrition e traduzido por Regiany Floriano



Como ler os rótulos dos alimentos sem ser enganado

Por 
 


Não seja enganado pelas mensagens na frente do pacote


Uma das melhores dicas pode ser: ignorar completamente as mensagens na frente da embalagem.


As mensagens nas embalagens com apelos de saúde tentam atraí-lo para a compra dos produtos. Os fabricantes querem fazer você acreditar que seu produto é mais saudável do que as outras opções semelhantes.


Isto tem sido estudado. Pesquisas mostram que a adição de apelos de saúde aos rótulos frontais afeta as escolhas das pessoas. Fazem as pessoas acreditarem que um produto é mais saudável do que o mesmo produto sem estas indicações (1, 2, 3, 4).


Os fabricantes muitas vezes são desonestos na forma como eles usam essas mensagens. Eles tendem a usar alegações de saúde enganosas, e em alguns casos, totalmente falsas.


Os exemplos incluem muitos cereais matinais com elevado teor de açúcar, como contendo "grãos integrais". Apesar de constar na embalagem, estes produtos não são saudáveis.


Isto faz com seja muito difícil para os consumidores escolherem opções saudáveis sem uma inspeção completa da lista de ingredientes.


Então: Indicações são frequentemente utilizadas para atrair as pessoas a comprarem produtos. No entanto, a maioria desses rótulos são altamente enganosas ou completamente falsas.




Veja a lista de ingredientes
Os ingredientes de um produto estão listados pela quantidade, do que está presente em maior quantidade para o em menor quantidade. Isso significa que o primeiro ingrediente listado é o que o fabricante mais usou.


Uma regra de ouro é contabilizar os três primeiros ingredientes, porque eles são a maior parte do que você estará comendo.


Se os primeiros ingredientes incluem grãos refinados (farinha), algum tipo de açúcar ou óleos hidrogenados, você pode ter certeza de que o produto não é saudável.


Em vez disso, tente escolher os itens que tenham alimentos integrais listados num dos três primeiros ingredientes.


Outra boa regra é se a lista de ingredientes tiver mais que 2-3 linhas, você já sabe que o produto é altamente processado.


Então: Os ingredientes são listados pela quantidade, do que tem mais para o que tem menos. Escolha produtos que listam alimentos integrais como os três primeiros ingredientes, e seja cético em relação aos alimentos com longas listas de ingredientes.



Fique atento ao tamanho das porções


Os rótulos nutricionais no verso da embalagem indicam quantas calorias e nutrientes estão em uma única porção do produto.


No entanto, estas porções são muitas vezes porções muito menores do que as pessoas geralmente comem em uma sentada.


Por exemplo, uma porção pode ser metade de uma lata de refrigerante, um quarto de um bolinho, metade de uma barra de chocolate ou um único biscoito.


Desta forma, os fabricantes tentam enganar os consumidores fazendo-os pensar que o alimento tem menos calorias e menos açúcar do que de fato ele tem.


Muitas pessoas ignoram completamente este esquema do tamanho da porção. Elas frequentemente entendem que todo o pacote é uma única porção, enquanto que, na verdade, pode consistir em duas, três ou mais porções.


Se você estiver interessado em saber o valor nutricional do que você está comendo, você tem que multiplicar o tamanho da porção informada no verso da embalagem pelo número de porções que você consumiu.


Então: os tamanhos das porções listadas na embalagem podem ser enganosos e irreais. Os fabricantes muitas vezes listam uma quantidade muito menor do que a maioria das pessoas come como uma única porção.


As informações mais enganadoras inscritas nos rótulos - e o que elas realmente significam


Os apelos saudáveis nos alimentos embalados são projetados para capturar sua atenção e convencê-lo de que o produto é saudável.


Aqui estão alguns dos mais comuns, e o que eles realmente significam:


Light: produtos Light são processadas para serem reduzidos em calorias ou gordura, e alguns produtos são simplesmente diluídos. Verifique cuidadosamente para ver se algo foi adicionado em vez disso, como o açúcar.


Multi-grãos: Isto parece muito saudável, mas, significa apenas que existe mais do que um tipo de grão no produto. E é bem provável que sejam grãos refinados, a não ser que no produto esteja identificado como grão integral.


Natural: Isto não significa necessariamente que o produto se assemelhe a qualquer coisa natural. Significa simplesmente que, em algum momento o fabricante usou uma fonte natural (por exemplo, maçãs ou arroz) para trabalhar.


Orgânicos: Este rótulo diz muito pouco sobre se o produto é saudável ou não. Por exemplo, açúcar orgânico ainda é açúcar. Apenas  produtos certificados cultivados organicamente podem ser garantidos como orgânicos.


Sem adição de açúcar: Alguns produtos são naturalmente ricos em açúcar. O fato de que não ter adição de açúcar não significa que eles sejam saudáveis. Os substitutos de açúcar não saudáveis também podem ter sido adicionados.


De baixa caloria: produtos de baixa caloria precisam conter 1/3 a menos das calorias do que o produto original da mesma marca. No entanto, a versão de baixa caloria de uma marca pode conter as mesmas calorias que o original de outra marca.

Baixo teor de gordura: Esta informação quase sempre significa que a gordura foi reduzida ao custo da adição de mais açúcar. Tenha muito cuidado e leia os ingredientes listados na parte de trás.


Low-carb: Recentemente, as dietas low-carb têm sido relacionadas com a melhoria da saúde. No entanto, os alimentos processados que são rotulados como low-carb são geralmente apenas alimentos processados, semelhantes aos alimentos com baixo teor de gordura processados.


Feito com grãos integrais: Provavelmente há muito pouco de grãos integrais no produto. Verifique a lista de ingredientes e ver onde o grão integral é colocado. Se não estiver entre os 3 primeiros ingredientes, então a quantidade é insignificante.


Fortificado ou enriquecido: Isto significa basicamente que alguns nutrientes foram adicionados ao produto. Por exemplo, a vitamina D é frequentemente adicionada ao leite.


Sem glúten: sem glúten não é igual a saudável. Significa simplesmente que o produto não contém trigo, espelta, centeio ou cevada. Muitos alimentos são sem glúten, mas podem ser altamente processados e carregados com gorduras pouco saudáveis e açúcar.


Sabor de Fruta: Muitos alimentos processados tem um nome que se refere a um sabor natural, tais como iogurte de morango. No entanto, pode não ter nada de fruta no produto, apenas alguns produtos químicos desenvolvidos para dar o gosto da fruta.


Zero de gordura trans: "zero de gordura trans" na verdade significa "menos de 0,5 grama de gordura trans por porção." Então, se o tamanho da porção é enganosamente pequeno, o produto pode realmente conter uma grande quantidade de gordura trans (5).


Tudo isso dito, existem muitos alimentos verdadeiramente saudáveis por aí que realmente são orgânicos, com grãos integrais, naturais, etc. No entanto, apenas ter essas inscrições nos rótulos, não garante que o produto seja saudável.


Então: Há muitas palavras que as pessoas associam com benefícios para a saúde, e são muitas vezes utilizadas para enganar os consumidores para fazê-los pensar que os alimentos processados não saudáveis, possam ser bons.




Diferentes nomes para o Açúcar


O Açúcar recebe incontáveis nomes, muitos dos quais você pode não reconhecer.


Os fabricantes de alimentos usam isso como uma vantagem. Eles intencionalmente adicionam muitos tipos diferentes de açúcar aos seus produtos para que eles possam esconder a quantidade real.


Ao fazer isso, eles podem listar um ingrediente "saudável" no topo, e mencionar o açúcar mais abaixo. Assim, mesmo que um produto seja carregado com açúcar, ele não necessariamente aparece como um dos 3 principais ingredientes.


Para evitar acidentalmente consumir uma grande quantidade de açúcar, é mais sensato saber alguns dos nomes do açúcar nas listas de ingredientes:


Tipos de açúcar: açúcar de beterraba, açúcar mascavo, açúcar com manteiga, açúcar de cana, açúcar refinado, açúcar de coco, açúcar de tâmara, açúcar de ouro, açúcar invertido, açúcar orgânico cru, açúcar rapadura, caldo de cana evaporado e açúcar de confeiteiro.


Tipos de xarope: xarope de alfarroba, melado, xarope de milho, mel, néctar de agave, xarope de malte, xarope de bordo, xarope de aveia, xarope de farelo de arroz e xarope de arroz.


Outros açúcares adicionados: malte de cevada, melaço, cristais do suco de cana, lactose, adoçantes de milho, frutose cristalina, dextrano, pó de malte, etil maltol, frutose, suco de fruta concentrado, galactose, glicose, dissacarídeos, maltodextrina e maltose.


Há muitos outros nomes para o açúcar, mas estes são os mais comuns.


Se você ler qualquer um destes nomes nos primeiros lugares das listas de ingredientes, ou vários tipos em toda a lista, então você pode ter certeza de que o produto é rico em açúcar.


Então: O açúcar aparece por muitos nomes nas listas de ingredientes, muitos dos quais você pode não reconhecer. Estes incluem o açúcar de cana, açúcar invertido, adoçante de milho, dextrano, melaço, xarope de malte, maltose e caldo de cana evaporado.


Escolha alimentos integrais sempre que possível


Obviamente, a melhor maneira de evitar ser enganado por esses rótulos é evitar completamente os alimentos processados.


No entanto, se você decidir comprar alimentos embalados, é necessário saber diferenciar o "lixo" dos produtos de maior qualidade.


Tenha em mente que o alimento integral não precisa de uma lista de ingredientes, porque o alimento de verdade é o ingrediente.





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20 de agosto de 2016

Estudo diz que adultos britânicos comem 1.000 calorias a mais por dia do que relatam



É comum ouvir uma pessoa acima do peso dizendo que come pouco durante o dia.
Porque será que esta percepção de quantidade de alimentos ingerida é tão distorcida?
Pesquisadores da Inglaterra estão descobrindo isto, depois que as diretrizes, por décadas, definiram suas recomendações com base nos relatos (um tanto distorcidos) das pessoas.



Artigo publicado pela BBC e traduzido por Regiany Floriano


Os britânicos estão sub notificando seu consumo diário de calorias - induzindo ao erro as legislações que tentam reduzir a obesidade, a pesquisa sugere.
A Equipe de Estatísticas Comportamentais (Behavioural Estatistics Team = BIT)  aponta para dados científicos e econômicos mostrando que as pessoas comem 3.000 calorias, em comparação com as 2.000 citadas nas pesquisas oficiais.
Isso pode explicar o aumento dos níveis de obesidade, apesar de décadas de pesquisas dizendo que as pessoas estão comendo menos.
Estatísticos do governo dizem que a maneira de coletar os dados sobre as calorias vai mudar.



'Rastreamento de lanches’

Várias pesquisas oficiais, incluindo a Pesquisa Nacional de Dieta e Nutrição e os Custos de Vida e Pesquisa de Alimentos, sugerem que a quantidade de alimentos que as pessoas comem e compram caiu nas últimas décadas - enquanto as taxas de obesidade continuam a subir.
Mas os pesquisadores do Behavioural Estatísticas Team (BIT) dizem que se as contagens de calorias nestes inquéritos estivessem corretas, a população do Reino Unido estaria perdendo peso no total.



Você pode perder peso sem contar calorias?

O BIT é uma empresa independente, mas começou sua vida em 2010 como um grupo de políticas do governo conhecido como a "unidade do estímulo" porque foi encarregado de encorajar as pessoas a tomarem as melhores escolhas de vida.


Este estudo aponta para estudos científicos, incluindo análises químicas de quanta energia as pessoas queimam, que mostram que cada pessoa está comendo cerca de 1.000 calorias a mais por dia do que as pesquisas sugerem.
Os dados nacionais de gastos também sugerem que estão comprando mais alimentos do que são relatados nas pesquisas, dizem os autores.

Eles sugerem que pode haver muitas razões para as pessoas não estarem relatando com precisão o que elas comem, incluindo os lanches que são difíceis de registrar, um desejo de perder peso que as torna menos propensas a serem honestas sobre os seus hábitos alimentares, e menos pessoas que participam nas pesquisas em geral.


Os pesquisadores também analisaram a teoria de que uma queda na atividade física tenha sido a principal razão para o crescente ganho de peso.
Mas eles dizem que se a redução no exercício fosse a única responsável, a cada adulto do pais teria que ter deixado de caminhar por mais de três horas e meia por dia desde 1970 para explicar as mudanças.
Eles sugerem que as diretrizes que tentam conter a obesidade devem se concentrar mais na redução da ingestão de calorias do que promover o exercício.


O pesquisador chefe, Michael Hallsworth, diretor de saúde do BIT, disse: "Qualquer um que tenha estado em uma escada rolante vai saber o que se sente ao olhar para baixo e ver que queimou muito menos calorias do que esperava.
"A atividade física é muito boa para a sua saúde e para o coração, mas a redução de calorias é uma estratégia mais eficaz para combater a obesidade".



O especialista em Saúde Pública, o  Prof Alan Maryon-Davis, descreveu o relatório como uma "análise interessante e muito convenientemente argumentada".
Ele acrescentou: "Isto irá causar um estremecimento no meio da indústria de junk-food.
"Até agora, eles se apoiavam num suposto declínio na ingestão de calorias pela nação e diziam que não haveria realmente nenhuma necessidade de medidas mais duras, como um imposto sobre o açúcar, o imposto sobre a gordura ou a rotulagem das calorias nas bebidas alcoólicas.
"Mas esta última análise puxou o tapete deles".


A Equipe de Estatísticas Comportamentais, é propriedade conjunta do governo do Reino Unido e da entidade de caridade Nesta, aplica conhecimentos de pesquisa acadêmica em economia comportamental e psicologia para políticas e serviços públicos.






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17 de agosto de 2016

Dúvidas sobre JEJUM? Dr Fung responde


Qual é a duração do efeito do Jejum Intermitente na Resistência à Insulina?

Artigo publicado no site Diet Doctor e traduzido por Regiany Floriano


Há várias perguntas sobre jejum intermitente, como estas:

Qual a duração do efeito do jejum intermitente sobre a resistência à insulina?
Será que os suplementos de proteína de soro de leite (whey protein) ajudam a reduzir o açúcar no sangue?
Dr. Jason Fung é um dos principais especialistas do mundo em jejum para perda de peso ou reversão do diabetes. Aqui estão as respostas a essas perguntas:


O jejum e resistência à insulina

Dr. Fung,

Eu tenho algumas perguntas:

1. Qual a duração do efeito do Jejum Intermitente na resistência à insulina? Depois de diminuir a resistência à insulina através de um regime de jejum, este efeito se mantém ou você terá que fazê-lo por toda a vida? Como você mencionou, a maior perda de peso na dieta não é reversível. Então gostaria de saber se o JI é sustentável.

2. Neste estudo, menciona-se que a proteína do soro de leite (whey protein) ajuda a baixar o açúcar no sangue. Eu tomo Whey depois da academia para ajudar a aumentar a massa muscular. Eu sou diabético T2. É prejudicial tomar soro de leite (não em excesso - apenas uma medida).

3. E sobre a fruta do Monge  (natural - não processada). Posso beber ou misturá-la na bebida?

Seng

Dr. Jason Fung:

1. Os efeitos do jejum não são permanentes. É como tomar um banho. Você não pode tomar uma vez e esperar estar limpo sempre.

2. Eu não recomendo. Opte pela comida de verdade.

3. Não.


Aspirina

Dr. Fung, obrigado pelas respostas às perguntas anteriores, agora tenho uma sobre aspirina infantil. Tomo uma aspirina infantil diariamente, além de todos os óleos para lubrificação do sangue, e com toda as más notícias que eu tenho lido ultimamente eu estou começando a questionar a validade disso. Estou pensando que os óleos que eu estou tomando: óleos de peixe, óleo de abacate, azeite de oliva, Vit E na forma de tocotrienol, e Vit. D, sejam suficientes para manter o sangue bem lubrificado. A questão é, se eu realmente preciso da aspirina infantil.  Eu sei pelo seu livro "O Código Obesidade" que não parece boa a ideia esta a da aspirina. Qual é o seu veredicto?

1. Será que a aspirina artificialmente estimula a insulina?

2. A aspirina é uma boa coisa para ser tomada regularmente para ajudar a prevenir ataques cardíacos?

3. Outros usos na sua opinião, a dor de cabeça mensal, a aspirina é algo que uma pessoa deva ter em sua dieta?

Desde já agradeço Doc!

Jimmy


Dr. Jason Fung:

1. Não

2. Não. Apenas como prevenção secundária. A recomendação que todas as pessoas com mais de 60 anos tomem uma aspirina por dia é antiga e desde então tem sido corrigida. É uma droga e tem uso em grupos específicos de pacientes, não é pra todo mundo indiscriminadamente.

3. Não.



Intolerância aos produtos lácteos e de dicas de jejum 

Olá Dr. Fung - obrigado pela sua resposta às minhas perguntas anteriores.
Estou agora no 3º dia do meu jejum e me sinto bem.

Eu adicionei creme de leite (15 ml) em cada um dos meus 3 cafés de hoje, e percebi que eu sou intolerante aos produtos lácteos pois minha pele já piorou após a melhorar ao longo dos 2 primeiros dias de jejum. Então:

1) Eu poderia substituir o creme de leite pelo leite de coco engarrafado? (15mls / 3x) também?

2) Os  micronutrientes são armazenados dentro de células de gordura no corpo. Se não, como manter o equilíbrio de eletrólitos, durante o jejum?

3) Será que tomar 2 colheres de sopa de vinagre de maçã (orgânico) diariamente pode ser uma boa ideia durante o jejum?

4) Você sugere jejum em dias alternados no final de um jejum. - Isso seria um jejum de água ou 500 calorias como sugerido pela Dra. Krista Varady em The Every Other Day Diet?

Margaret

Jo


Dr. Jason Fung:

1. Sim. Tente creme de coco em vez de leite de coco. É delicioso.

2. Um suplemento geral multi-vitamínico para jejuns estendidos.

3. Sim

4. Qualquer um funciona.

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15 de agosto de 2016

O trigo moderno está deixando você gordo e doente?

Nossos ancestrais caçadores e coletores recolhiam tudo o que podiam do solo como alimento, incluindo insetos, frutos, nozes, etc. Nesta coleta, eles perceberam que os animais estavam comendo grama, e ficaram curiosos. Eles a fragmentaram e de alguma forma incorporaram este trigo selvagem em sua dieta. Esta grama foi chamada de Einkorn e tinha apenas 14 cromossomos.


As plantas podem cruzar umas com as outras e combinarem seus cromossomos. Em algum ponto no tempo, a grama selvagem Einkorn foi cruzada com outro tipo de grama selvagem e os descendentes, Emmer, acabaram com 28 cromossomos - este é o trigo que é mencionado na Bíblia. No entanto, este não é o trigo de hoje, com certeza.


Na Idade Média o pão era o principal alimento e era muito comum. A variedade Emmer foi cruzada com outra espécie de grama que contribuiu com mais cromossomos para resultar no Espelta, Triticum landraces com 42 cromossomos.


Em 1960, quando a ameaça de uma explosão da população mundial era iminente, houve um investimento em pesquisa agrícola onde muito dinheiro e tempo foram dedicados para descobrir novas maneiras de aumentar a produtividade do trigo. Neste momento, diferentes variedades de trigo foram cruzadas repetidas vezes para selecionar determinadas características e introduzir genes únicos.


O trigo resultante produziu até 10 vezes mais por acre. Quando este trigo foi introduzido em muitos países do terceiro mundo, a fome foi muito reduzida no prazo de um ano. Dr. Norman Borlaug recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho criando essa linhagem de trigo com alto rendimento.


Este trigo tão produtivo assumiu quase toda a oferta de trigo no mundo. Há também cerca de um milhão de acres do que é conhecido como trigo Clearfield sendo cultivados no Noroeste do Pacífico. É uma variedade semi anã de trigo, que teve suas sementes e embriões expostos a um produto químico, a azida de sódio, que é uma toxina industrial.


Realmente, nos poucos casos de ingestão humana, o Centro de Controle de Intoxicações alertou as pessoas para não efetuarem o procedimento de respiração boca-a-boca porque a pessoa que fizer poderá acabando ingerir o produto químico e morrer. Além disso, se a vítima vomitar, as pessoas foram alertadas para não vomitarem na pia porque pode explodir. Isto é para mostrar o quanto é realmente perigoso este produto químico.


Os fabricantes do trigo Clearfield alegam que o trigo é resultado de "melhoramento das técnicas de produção vegetal tradicionais", fazendo uma distinção com o trigo geneticamente modificado. No entanto, embora não tenham sido usadas técnicas de manipulação genética, foram muitos outros métodos, tais como a indução de mutações intencionais que utilizam produtos químicos, técnicas de raios-x e por radiação, altas doses para induzir mutações acopladas com cruzamento. Estes métodos são muito piores do que a modificação genética, segundo o Dr. William Davis, autor do livro Barriga de Trigo.


O governo diz para comer mais trigo - o que dizer sobre isso?


O governo nos diz que precisamos comer mais grãos, o que significa mais trigo. Mais de 90% de todos os grãos consumidos correspondem ao trigo. A pirâmide alimentar aconselha a comer 60% das calorias provenientes do trigo. O novo design do prato alimentar também nos diz para obtermos pelo menos 1/4 das nossas calorias a partir do trigo. Veja por que precisamos parar de ouvir o que nosso governo está nos dizendo sobre a pirâmide alimentar:




O Trigo moderno é um estimulante do apetite


Estima-se que até 10% da população tenha uma sensibilidade à proteína do trigo conhecida como glúten (algumas estimativas podem ser mais elevadas, perto de 30%). No entanto, os outros 90% das pessoas que consomem trigo realmente não deveriam estar comendo-o também. Aqui estão algumas razões:

- O glúten é uma proteína que é composta por duas partes: a gliadina e a glutenina (gluteína). A glutenina tem uma elasticidade única que confere a capacidade de esticar a nossa pizza ou a massa de pão ou mesmo girá-la sobre nossas cabeças se quisermos. A gliadina, a outra parte da proteína do glúten, foi amplamente estudada na década de 1970 por psiquiatras que descobriram que se eles tirassem todo o trigo da dieta de seus pacientes com esquizofrenia, estes melhoravam significativamente. Quando eles colocaram o trigo novamente na alimentação, eles observaram que o estado de saúde dos pacientes piorou. Assim, a pergunta era o que estava no pão que levou os esquizofrênicos a terem alucinações? Rastrearam até descobrirem que a proteína gliadina que, quando ingerida, entra no cérebro e se liga a receptores opiáceos, onde estimula o apetite.


Além disso, a gliadina, agindo como um opiáceo no cérebro, tem outros efeitos desastrosos. Por exemplo, as pessoas com TDAH tornam-se hipersensíveis e têm explosões de comportamento, as pessoas com esquizofrenia têm grandes alucinações, pessoas que são bipolares tornam-se cada vez mais maníacas e aqueles com transtornos alimentares, como a compulsão alimentar, desenvolverão obsessões alimentares.


Por volta de 1985, tudo no supermercado era feito com trigo que veio da linhagem produtiva semi-anã ou um derivado. Curiosamente, se você comparar o que aconteceu com o peso da América, antes e depois de 1985, é evidente que houve uma explosão da obesidade que ainda está acontecendo até hoje, logo após que o "novo" trigo foi introduzido.


Um grande aumento no número de diabéticos também surgiu. Apesar de causa e efeito não poder ser provada cientificamente - parece evidente que todos nós temos sido alimentados com um estimulante do apetite.



O trigo moderno aumenta o açúcar no sangue


Duas fatias de pão de trigo integral elevam o açúcar no sangue mais alto do que 6 colheres de chá de açúcar de mesa. Como isso pode acontecer quando trigo integral é considerado um carboidrato complexo que somos incentivados a comer? O carboidrato complexo do trigo é chamado de amilopectina A, que é altamente sensível à amilase, uma enzima que temos na boca e no estômago. Isto facilita muito a digestão e rapidamente aumenta o açúcar no sangue. Trigo no café da manhã, trigo no almoço e trigo nos lanches resulta na gordura visceral que circunda o intestinos, coração, fígado e rins. Repetitivos resultados elevados de açúcar no sangue é o que o Dr. Davis chama de "barriga de trigo".



O trigo moderno provoca inflamação


Quando as bactérias ou vírus penetram no sistema imune, nosso corpo responde de muitas maneiras. As plantas não têm o mesmo tipo de sistema imunológico, mas elas têm as lectinas que são proteínas tóxicas aos bolores, insetos e fungos. Algumas lectinas são benignas para os seres humanos, como a lectina presente no espinafre, enquanto algumas são muito tóxicas. A lectina presente no trigo (germe de trigo Agglutinin) é uma molécula complexa de quatro partes.


Quando esta lectina é isolada e administrada a ratos em quantidades muito pequenas, ela destrói o intestino delgado. Em média os americanos consomem cerca de 10-20 mg desta lectina do trigo em um dia, isso é suficiente para causar danos significativos.

Quando consumimos trigo, a proteína gliadina destrói a barreira intestinal normal e permite a entrada de substâncias estranhas na corrente sanguínea - substâncias como a lectina do trigo. É por isso que as pessoas que comem trigo têm dificuldades autoimunes e inflamatórias, tais como a inflamação das articulações, inflamação intestinal, refluxo ácido, inflamação do cérebro, inflamação das vias aéreas, etc. Na verdade, não há um sistema que escape do ataque inflamatório do trigo.



O que acontece quando removemos o trigo da nossa dieta?


Primeiro de tudo, tirar o trigo da dieta não é tão fácil como se poderia pensar - ele está em uma grande quantidade de alimentos - mesmo aqueles que não associamos que contenham trigo. Por exemplo, o trigo está em balas de gomas, sopas, temperos, refeições congeladas, cereais, molhos para saladas, barras de granola e muito mais. Por que há trigo em tantos produtos?


Em 1960, nós poderíamos encontrar trigo somente onde se esperaria encontrar trigo - pães, massas, mistura para panquecas, etc. Hoje é uma história completamente diferente - o trigo está em todos os tipos de alimentos, mesmo nos que não seria esperado encontrá-lo.


É possível que os fabricantes de alimentos saibam pouco sobre o efeito estimulante do apetite pelo trigo (além do fato de que ele é amplamente subsidiado pelo governo e, portanto, artificialmente barato)?




O Impacto de uma dieta Livre de Trigo


Dr. Davis relaciona alguns resultados da remoção do trigo da dieta:


Dramática perda de peso
Redução do apetite
Redução do açúcar no sangue
Diminuição das dores nas articulações
Redução da inflamação
Melhoria da função cognitiva
Redução da ansiedade
Redução das obsessões alimentares
Redução da pressão sanguínea
Redução dos triglicerídeos
Aumento da energia
Melhora no sono



E quanto a uma alimentação livre de glúten?


Embora ingerir alimentos sem glúten seja uma coisa boa porque evita problemas com o glúten e a gliadina, germe de trigo, aglutinina e a amilopectina A, os alimentos sem glúten contém outras coisas, principalmente o amido de batata, o amido de arroz, o amido da tapioca e o amido de milho. Estes são os únicos alimentos que elevam mais o açúcar no sangue do que a  amilopectina A encontrada no trigo.

Aviso: Se você optar por alimentos sem glúten, evite os produtos sem glúten industrializados, pelo menos até você aprender sobre as diferenças entre os vários produtos sem glúten disponíveis no mercado.



O que posso eu comer?


Coma alimentos como o único ingrediente, reais, tanto quanto possível. Você pode comer nozes, gordura saudável, frutas orgânicas / legumes, carne de animais criados a pasto, frango e peru orgânico, salmão selvagem, queijo, ovos orgânicos, coco, abacate, sementes de linhaça, óleos de oliva e de cânhamo, bem como uma variedade de outros alimentos que estão em seu estado natural. Quanto mais refinada for a comida, maior a probabilidade de conter trigo e outros subprodutos do processo de refinamento que são muito perigosos para a sua saúde.


Artigo publicado aqui e traduzido por Regiany Floriano.


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Leia também

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A Sensibilidade ao Trigo é Subjetiva?

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